Arquivos de Jornalismo

Distinto olhar

quarta-feira, 8 de abril de 2009 09:37 1 comentário Design, Jornalismo

A pa­la­vra fo­to­gra­fia sig­ni­fica “es­cre­ver – de­se­nhar – com a luz”. Essa téc­nica, que tem pouco mais de um sé­culo e meio de exis­tên­cia, tem sido res­pon­sá­vel, desde que sur­giu, por mo­di­fi­car pro­fun­da­mente a ma­neira como as pes­soas to­mam co­nhe­ci­mento e in­te­ra­gem com o mundo.

An­tes da fo­to­gra­fia, ha­via uma grande di­fi­cul­dade para que uma cena ou a ima­gem de uma pes­soa fosse re­pro­du­zida no pa­pel e “me­mo­ri­zada”, sendo ne­ces­sá­rio o tra­ba­lho de um ar­tista que do­mi­nasse a téc­nica da pin­tura ou da ilus­tra­ção. Já hoje, com a po­pu­la­ri­za­ção dos equi­pa­men­tos fo­to­grá­fi­cos – prin­ci­pal­mente os di­gi­tais – e o apoio da in­for­má­tica, a fo­to­gra­fia tem sido um re­curso cons­tan­te­mente pre­sente em nos­sas vi­das. As fo­tos das pes­soas que ama­mos, de nos­sos ami­gos, das oca­siões im­por­tan­tes de nossa vida, de vi­a­gens, e até dos nos­sos ani­mais de es­ti­ma­ção, são mar­can­tes e ex­tre­ma­mente im­por­tan­tes para nos fa­zer re­vi­ver mo­men­tos fe­li­zes de nos­sas vi­das. Além disso, é tam­bém atra­vés da fo­to­gra­fia que co­nhe­ce­mos mui­tos lu­ga­res e pes­soas sem nunca ter­mos tido con­tato com eles. Des­co­bri­mos e vi­ve­mos um mundo novo que nos é apre­sen­tado atra­vés do pa­pel – ou de uma tela de com­pu­ta­dor.
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Quem procura, acha!

sexta-feira, 27 de março de 2009 13:45 Comentar Jornalismo, Reflexão

O jor­na­lista Da­tena é fa­moso por apre­sen­tar seu pro­grama te­le­vi­sivo apos­tando, ge­ral­mente, num dis­curso ca­rac­te­ri­zado pela re­volta con­tra tudo e to­dos. Sen­sa­ci­o­na­lista, cos­tuma en­fo­car suas no­tí­cias na ex­plo­ra­ção da vi­o­lên­cia ba­nal com o ob­je­tivo de ge­rar co­mo­ção po­pu­lar e, lo­gi­ca­mente, muita audiência.

Per­so­ni­fi­cando uma pos­tura de “ma­chão”, não se cansa de cri­ti­car os cri­mi­no­sos e as in­jus­ti­ças so­ci­ais como se ele pró­prio so­fresse to­das as des­gra­ças que mos­tra na TV. Po­rém, os mé­to­dos que sua equipe uti­liza para di­vul­gar as in­for­ma­ções aca­bam sendo dis­cu­tí­veis, prin­ci­pal­mente levando-​​se em conta que o ob­je­tivo prin­ci­pal do jor­na­lismo é trans­mi­tir com cla­reza as in­for­ma­ções e, de pre­fe­rên­cia, de forma im­par­cial. As­sim, o pa­pel so­cial que de­ve­ria exer­cer como jor­na­lista, acaba se per­dendo.
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Jabá bom é jabá na gaveta

segunda-feira, 16 de março de 2009 13:03 2 comentários Jornalismo, Propaganda

O jabá, como é de­no­mi­nado pe­los pro­fis­si­o­nais de co­mu­ni­ca­ção, é um re­curso ado­tado por anun­ci­an­tes para di­vul­gar in­for­ma­ções – nor­mal­mente ten­den­ci­o­sas – so­bre pro­du­tos ou ser­vi­ços, in­se­ri­das no es­paço des­ti­nado ao con­teúdo jor­na­lís­tico, mascarando-​​as como no­tí­cia.
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Realidade desvirtuada

segunda-feira, 17 de novembro de 2008 13:34 2 comentários Jornalismo, Reflexão

Di­a­ri­a­mente to­ma­mos co­nhe­ci­mento de uma re­a­li­dade que, nor­mal­mente, é dura, triste e leva mui­tas pes­soas a criar um sen­ti­mento de pes­si­mismo em re­la­ção ao fu­turo. A quan­ti­dade de no­tí­cias ne­ga­ti­vas re­la­ci­o­na­das à vi­o­lên­cia, cor­rup­ção, mi­sé­ria, con­fli­tos, en­tre ou­tros pro­ble­mas so­ci­ais, é tão grande que, ge­ral­mente, de­tém boa parte do con­teúdo dos veí­cu­los de co­mu­ni­ca­ção de massa, como os jor­nais, as re­vis­tas, os no­ti­ciá­rios dos ca­nais de TV e das emis­so­ras de rá­dios e, como não po­de­ria dei­xar de ser, as pá­gi­nas dos por­tais de no­tí­cias na in­ter­net.
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“Kill Lindemberg”, o jogo

terça-feira, 11 de novembro de 2008 15:09 Comentar Jornalismo, Reflexão

Após a in­tensa re­per­cus­são em grande parte dos veí­cu­los de co­mu­ni­ca­ção de massa, o caso da ado­les­cente Eloá, que foi seqües­trada e morta pelo ex-​​namorado Lin­dem­berg, ga­nha no­vos ca­pí­tu­los a cada dia.

En­tre os as­sun­tos que es­tão na pauta, um dos prin­ci­pais é a dis­cus­são so­bre o es­cla­re­ci­mento da forma como foi re­a­li­zada a in­ter­ven­ção da Po­lí­cia Mi­li­tar no des­fe­cho do seqües­tro, na qual ainda exis­tem dú­vi­das se os po­li­cias in­va­di­ram o apar­ta­mento após o jo­vem Lin­dem­berg efe­tuar os dis­pa­ros em suas ví­ti­mas ou se os dis­pa­ros do cri­mi­noso ocor­rem após os sol­da­dos ini­ci­a­rem a ação que, mais uma vez, teve um pés­simo re­sul­tado.
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