Arquivos de Jornalismo
A discussão sobre o futuro dos veículos de comunicação impressos – jornais e revistas – está se intensificando a cada dia na blogsfera. Já escrevi sobre esse tema aqui no blog – “Velha mídia, velha” – e, nas últimas semanas, alguns autores de blogs que costumo ler também se manifestaram, como o Carlos Cardoso, do Contraditorium – “Donos de jornais, alegrem-se, a Crise Acabou!” –, e o Ricardo Cavallini, do Coxa Creme – “Conversa fiada” e “Com quantos toques se faz uma revista”.
O que se nota é que ocorre uma convergência de opiniões diante dos resultados mercadológicos que são apresentados pelos grandes veículos e pelas mudanças de comportamento que foram proporcionadas pela internet, pela blogsfera, pelas mídias sociais, pela tecnologia.
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Hoje cedo acessei o site da Folha de São Paulo para ler as notícias e, consequentemente, olhei a capa do dia. Porém, até o final da tarde, não havia visto a capa do Estadão. Veja estas “pequenas” coincidências:

Capas das edições do dia 3 de junho de 2009 do Estadão e da Folha
Como diria o saudoso Januário de Oliveira: “Sinistro, muito sinistro!”
PS: No momento em que estava escrevendo este texto o site do Estadão ainda apresentava a capa original, conforme consta – ou constava – no arquivo do Newseum. Mas, acredito que por algum motivo “extraordinário”, a capa do Estadão que está no site neste momento não é a mesma capa da edição impressa dia 3 de junho de 2009. Será que “alguém” de lá pensou que ninguém ia notar essas sutis coincidências? Ou será que o Estado de São Paulo publicou duas capas diferentes da mesma edição?
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Acabo de almoçar com a minha família e tive a oportunidade de presenciar um “debate”, no mínimo, curioso. Meus pais e irmãos estavam comentando sobre a guerra de audiência na TV que ocorre entre Malhação (Globo), Ratinho (SBT), Datena (Band) e Pica-Pau (Record). Esses programas são transmitidos entre o horário das 17h30 e 18h30.
Conforme pude apurar – afinal, as fontes não são muito confiáveis –, o Ratinho está declarando que conquistou o segundo lugar em audiência. Esse foi o fato que iniciou toda a discussão na mesa. Porém, distante de querer concluir quem é realmente o líder de audiência, vou apenas traçar um paralelo e fazer uma breve análise sobre outras questões. Não me interessa o ranking, me interessa o que estão mostrando para as pessoas.
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Ano a ano, mídias tradicionais – como jornais e revistas – têm perdido leitores e verbas publicitárias para a internet e para mídias alternativas. Esse não é um fato recente, mas que vem a tona novamente após a divulgação de um balanço do primeiro trimestre de 2009 do grupo New York Times Co, que incluem os resultados do Boston Globe e outros jornais.
Para se ter uma idéia do “buraco”, mesmo com uma redução de 9,5% dos custos, a empresa teve uma perda líquida de US$ 74,5 milhões, que foi alavancada, em boa parte, pela queda de 30% da receita com publicidade. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, a perda de rendimentos totais foi de 18,6%, caindo de US$ 747,9 milhões para US$ 609 milhões.
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Adoro o CQC – Custe O Que Custar – e o humor inteligente “orquestrado” pelo Marcelo Tas. Graças à baixíssima qualidade do conteúdo apresentado na televisão brasileira, esse é um dos poucos programas que assisto.
Sem dúvidas, um fator para o sucesso do programa CQC é o seu conteúdo que mescla humor e crítica adotando uma abordagem diferenciada, o que torna as entrevistas e quadros fixos muito interessantes.
Entre os quadros, destaco o Proteste Já, que sempre traz uma reportagem gerada a partir de uma denúncia, geralmente, mostrando o pouco caso das autoridades em relação aos problemas sociais, e o Top Five, que apresenta cinco falhas grotescas ou situações inusitadas na TV.
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Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.



