Arquivos de Cibercultura
Pierre Lévy é mestre em História da Ciência e doutor em Sociologia e Ciência da Informação e da Comunicação pela Universidade de Sorbonne, da França. É, sem dúvida, um dos mais respeitados pensadores da atualidade nas áreas de comunicação, cibercultura e inteligência coletiva.
Autor de vários livros, merece destaque Cibercultura – título que irei comentar em alguns posts no blog e que, antecipadamente, faço o convite para o debate de ideias com os visitantes por meio dos comentários.
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A discussão sobre o futuro dos veículos de comunicação impressos – jornais e revistas – está se intensificando a cada dia na blogsfera. Já escrevi sobre esse tema aqui no blog – “Velha mídia, velha” – e, nas últimas semanas, alguns autores de blogs que costumo ler também se manifestaram, como o Carlos Cardoso, do Contraditorium – “Donos de jornais, alegrem-se, a Crise Acabou!” –, e o Ricardo Cavallini, do Coxa Creme – “Conversa fiada” e “Com quantos toques se faz uma revista”.
O que se nota é que ocorre uma convergência de opiniões diante dos resultados mercadológicos que são apresentados pelos grandes veículos e pelas mudanças de comportamento que foram proporcionadas pela internet, pela blogsfera, pelas mídias sociais, pela tecnologia.
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Todos devem imaginar que o Twitter está sofrendo muito com a avalanche de novos usuários e o grande fluxo de mensagens que são compartilhadas a todo instante. Com o “boom” da ferramenta, o volume de tráfego em seus servidores deve ter crescido proporcionalmente ao volume de novos usuários. Portanto, junto com o sucesso, chegaram os problemas.
Uma provável solução, como não poderia deixar de ser, chegou a ser especulada várias vezes: o Google, o gigante devorador de novidades da internet, comprar o Twitter. Além de toda a especulação, também sugiram boatos e “notícias” de que essa negociação realmente foi concretizada, de forma “secreta”, ou que envolviam cifras bilionárias. Porém, se o boato é ou não é verdade, até agora não li nada oficial a respeito.
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Sei que vou prolongar um pouco mais um assunto que apresentei ontem, mas nos últimos dias comecei a analisar o Twitter – principalmente a maneira como eu o utilizava – e me questionar sobre suas reais qualidades e funcionalidades como mídia social e, também, como ferramenta de comunicação de massa. Logo constatei que esse tipo de reflexão é muito comum e está sendo amplamente discutida na internet.
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Aderi ao Twitter há algum tempo e escrevo lá com certa freqüência. Pelo que notei – e noto –, não faço nada muito diferente do que muita gente que está “twittando”. E, sinceramente, cansei dessas inutilidades.
O Twitter não pode carregar a culpa pela minha pobre experiência com a ferramenta. Eu imagino que não estou fazendo o uso da maneira mais adequada, apenas utilizando-o como um bloco para pequenas anotações de pensamentos vagos. Porém, hoje, decidi mudar a minha postura e pretendo interagir com as pessoas que “me seguem” e, também, com as que eu acho que estou seguindo. A partir de agora, o Twitter, para mim, deve deixar de ser uma ferramenta de comunicação unilateral. Chega de escrever mensagens que não são do interesse de ninguém, além de mim mesmo.



Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.



