Arquivos de Cibercultura
A cada dia é mais fácil perceber uma mudança comportamental que está se fortalecendo na sociedade moderna: a busca, cada vez maior, por informações mais resumidas, segmentadas, diretas, explícitas, rápidas e, consequetemente, superficiais. Percebendo esta tendência e sentindo as turbulências mercadológicas geradas por este novo cenário, os meios de comunicação estão enfrentando um processo de transformação constante, lançando novos formatos e adotando novas ferramentas para atender, cada vez mais, as novas demandas da comunicação de massa. Nesta fase de transição – como em outras –, o ato de noticiar também está evoluindo.
Comercial apresenta o novo projeto gráfico da Folha de São Paulo
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A Apple começou a veicular um comercial para o seu mais novo produto, o iPad, com uma pergunta: “What’s iPad?”.
Comercial do iPad, lançamento da Apple
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As interações humanas – individuais e em grupos sociais – com os avanços tecnológicos estão quebrando, com muita intensidade, antigos paradigmas. Este novo cenário, fruto do desejo humano de progresso, está moldando os novos valores para o tempo, a educação, o conhecimento, a comunicação, a economia, a cultura, as relações sociais, o mundo globalizado.
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Dando continuidade à análise do livro Cibercultura, de Pierre Lévy, acredito que, para valorizar o tema, é preciso não limitar-se apenas aos conceitos criados por Lévy. Assim, nos próximos textos que publicarei, também vou apresentar algumas propostas de outros pensadores e traçar paralelos.
Avanço tecnológico colabora para a transformação da leitura
Apesar de julgar ser esta a melhor opção de trabalho, o enfoque maior ainda será a apresentação e o debate das ideias do filósofo francês. Para iniciar, vou comentar sobre as definições que foram propostas na introdução e no primeiro capítulo do livro, “As tecnologias têm um impacto?”.
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Pierre Lévy é mestre em História da Ciência e doutor em Sociologia e Ciência da Informação e da Comunicação pela Universidade de Sorbonne, da França. É, sem dúvida, um dos mais respeitados pensadores da atualidade nas áreas de comunicação, cibercultura e inteligência coletiva.
Autor de vários livros, merece destaque Cibercultura – título que irei comentar em alguns posts no blog e que, antecipadamente, faço o convite para o debate de ideias com os visitantes por meio dos comentários.
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A discussão sobre o futuro dos veículos de comunicação impressos – jornais e revistas – está se intensificando a cada dia na blogsfera. Já escrevi sobre esse tema aqui no blog – “Velha mídia, velha” – e, nas últimas semanas, alguns autores de blogs que costumo ler também se manifestaram, como o Carlos Cardoso, do Contraditorium – “Donos de jornais, alegrem-se, a Crise Acabou!” –, e o Ricardo Cavallini, do Coxa Crème – “Conversa fiada” e “Com quantos toques se faz uma revista”.
O que se nota é que ocorre uma convergência de opiniões diante dos resultados mercadológicos que são apresentados pelos grandes veículos e pelas mudanças de comportamento que foram proporcionadas pela internet, pela blogsfera, pelas mídias sociais, pela tecnologia.
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Todos devem imaginar que o Twitter está sofrendo muito com a avalanche de novos usuários e o grande fluxo de mensagens que são compartilhadas a todo instante. Com o “boom” da ferramenta, o volume de tráfego em seus servidores deve ter crescido proporcionalmente ao volume de novos usuários. Portanto, junto com o sucesso, chegaram os problemas.
Uma provável solução, como não poderia deixar de ser, chegou a ser especulada várias vezes: o Google, o gigante devorador de novidades da internet, comprar o Twitter. Além de toda a especulação, também sugiram boatos e “notícias” de que essa negociação realmente foi concretizada, de forma “secreta”, ou que envolviam cifras bilionárias. Porém, se o boato é ou não é verdade, até agora não li nada oficial a respeito.
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Sei que vou prolongar um pouco mais um assunto que apresentei ontem, mas nos últimos dias comecei a analisar o Twitter – principalmente a maneira como eu o utilizava – e me questionar sobre suas reais qualidades e funcionalidades como mídia social e, também, como ferramenta de comunicação de massa. Logo constatei que esse tipo de reflexão é muito comum e está sendo amplamente discutida na Internet.
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Aderi ao Twitter há algum tempo e escrevo lá com certa freqüência. Pelo que notei – e noto –, não faço nada muito diferente do que muita gente que está “twittando”. E, sinceramente, cansei dessas inutilidades.
O Twitter não pode carregar a culpa pela minha pobre experiência com a ferramenta. Eu imagino que não estou fazendo o uso da maneira mais adequada, apenas utilizando-o como um bloco para pequenas anotações de pensamentos vagos. Porém, hoje, decidi mudar a minha postura e pretendo interagir com as pessoas que “me seguem” e, também, com as que eu acho que estou seguindo. A partir de agora, o Twitter, para mim, deve deixar de ser uma ferramenta de comunicação unilateral. Chega de escrever mensagens que não são do interesse de ninguém, além de mim mesmo.
A internet tem sido palco, novamente, de um “velho” debate: o blogueiro exerce a função do jornalista?
A discussão em torno desta questão tem se intensificado a cada dia.
Os dois lados – blogueiros e jornalistas – defendem seus “interesses” através de muita argumentação.
Por um lado, os jornalistas contestam, entre outros pontos, a competência pessoal e profissional de blogueiros em desempenhar o papel de comunicador para a massa, a falta de “fundamentação acadêmica” e questões referentes à legislação brasileira, em que a obrigatoriedade de possuir o diploma para exercer a profissão de jornalista, até hoje, ainda não tem uma definição final.
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Bruno Gonçalves é profissional de comunicação especialista em comunicação organizacional, propaganda, design gráfico e Internet.






