Arquivos de: Comunicação
Efeito ui!
Acredito que, ultimamente, tenho me postado como uma pessoa bem chata em relação às coisas que estão acontecendo na área de comunicação. Canso de ler notícias, blogs e revistas, discutir com amigos sobre propaganda, jornalismo, design, televisão, e a minha postura, raramente, é a de ver algo e pensar “poxa, que grande idéia essa”. Sei que boas idéias há aos montes. Idéias copiadas, então... Porém, idéias inovadoras que causam grande impacto, são pouquíssimas.
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Propaganda profissional
Grande parte da propaganda produzida no Brasil é feita de forma amadora. Essa é uma realidade muito fácil de constatar, principalmente nos veículos de comunicação do interior – emissoras de TV, rádios, jornais e revistas –, em peças impressas, na mídia externa, na internet, entre outros canais.
Um fator de grande influência para sustentar esse cenário é a falta de qualificação dos profissionais que atuam no mercado, com “agências” oportunistas e “picaretas” que oferecem serviços sem a preocupação de alcançar bons resultados com os investimentos feitos pelos clientes.
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Twitter pisa no tomate
Todos devem imaginar que o Twitter está sofrendo muito com a avalanche de novos usuários e o grande fluxo de mensagens que são compartilhadas a todo instante. Com o “boom” da ferramenta, o volume de tráfego em seus servidores deve ter crescido proporcionalmente ao volume de novos usuários. Portanto, junto com o sucesso, chegaram os problemas.
Uma provável solução, como não poderia deixar de ser, chegou a ser especulada várias vezes: o Google, o gigante devorador de novidades da internet, comprar o Twitter. Além de toda a especulação, também sugiram boatos e “notícias” de que essa negociação realmente foi concretizada, de forma “secreta”, ou que envolviam cifras bilionárias. Porém, se o boato é ou não é verdade, até agora não li nada oficial a respeito.
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Comunicação a preço de banana
É engraçada – e muitas vezes suspeita – a reação de espanto de alguns empresários ou dirigentes ao se deparar com orçamentos de campanhas que envolvem comunicação de massa. Exceto no caso de ser a primeira experiência da pessoa com esse tipo de trabalho, é difícil acreditar que alguém que está envolvido com a divulgação não saiba que comunicação de massa necessita de investimentos – bons investimentos – e que uma campanha não fica barata – e, provavelmente, nunca ficará.
Quando os negócios da empresa não estão gerando o retorno esperado, uma das primeiras “idéias” que surgem na mente de quem comanda é fazer uma ação promocional e divulgar seus produtos e serviços com grande intensidade. Apesar disso, o fato que acaba sendo “estranho” é que, geralmente, não é feita uma associação entre a intensidade desejada para a divulgação e a intensidade de investimentos que será necessária.
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Quem procura, acha!
O jornalista Datena é famoso por apresentar seu programa televisivo apostando, geralmente, num discurso caracterizado pela revolta contra tudo e todos. Sensacionalista, costuma enfocar suas notícias na exploração da violência banal com o objetivo de gerar comoção popular e, logicamente, muita audiência.
Personificando uma postura de “machão”, não se cansa de criticar os criminosos e as injustiças sociais como se ele próprio sofresse todas as desgraças que mostra na TV. Porém, os métodos que sua equipe utiliza para divulgar as informações acabam sendo discutíveis, principalmente levando-se em conta que o objetivo principal do jornalismo é transmitir com clareza as informações e, de preferência, de forma imparcial. Assim, o papel social que deveria exercer como jornalista, acaba se perdendo.
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Eu sou o bom!
Com uma frequência cada vez maior, tenho notado que algumas pessoas que acabo conhecendo no dia a dia, tanto através do meu trabalho como em relações pessoais, têm o péssimo hábito de querer se valorizar. Essa atitude narcisista, na maioria dos casos, é benéfica apenas ao ego do próprio indivíduo – e, muitas vezes, não é.
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Pé de frango
Em alguns países asiáticos, o pé de frango é considerado uma iguaria. Valorizado, é ingrediente certo em diversos pratos. Porém, aqui no Brasil, é um dos cortes de aves que os consumidores menos se interessam. Entre os fatores que justificam o desprezo pelo produto, estão questões culturais, gastronômicas e até superstição.
Essas características do mercado nacional são determinantes para definir o seu baixo valor de venda. Graças a isso, o termo “pé de frango” acabou sendo agregado ao vocabulário popular – ao menos aqui no interior de São Paulo – como sinônimo para coisas que tem pouco valor ou que não valem à pena, sendo usado, inclusive, para definir pessoas. Assim, não é raro ouvir alguém dizer “pé de frango” para se referir sobre serviços mal feitos, produtos de baixa qualidade, pessoas que não são interessantes, clientes ruins.
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Cada um no seu quadrado
Muitas pessoas têm o defeito de acreditar que o seu umbigo é o centro do universo. Com poucas exceções, o indivíduo que adota essa postura, frequentemente, age de forma preconceituosa em relação a tudo o que não segue a sua lógica de pensamento, não se enquadra nos seus valores – pessoais, profissionais, morais –, não ocorre no seu cotidiano, ou, pior ainda, não faz parte do seu repertório e experiência. Assim, esses fatores, na maioria dos casos, limitam esse indivíduo a elaborar um julgamento inteligente, uma vez que, normalmente, não dispõe de conhecimentos e recursos para fazer avaliações coerentes e alcançar conclusões sensatas.
Pode até parecer um exagero, mas basta observar um pouco as pessoas – e, principalmente, nós mesmos – para notar que no dia-a-dia ocorrem inúmeras situações em que nos deparamos com gente – ou somos o próprio sujeito – que age “como se tivesse o rei na barriga” ou acha que a verdade suprema do mundo está toda dentro de sua cabeça. O que esse indivíduo acredita – e defende – é “lei”, está certo. O que as outras pessoas pensam e que contradizem a sua opinião é “crime”, está errado.
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Tuitando
Sei que vou prolongar um pouco mais um assunto que apresentei ontem, mas nos últimos dias comecei a analisar o Twitter – principalmente a maneira como eu o utilizava – e me questionar sobre suas reais qualidades e funcionalidades como mídia social e, também, como ferramenta de comunicação de massa. Logo constatei que esse tipo de reflexão é muito comum e está sendo amplamente discutida na Internet.
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Twitter unilateral
Aderi ao Twitter há algum tempo e escrevo lá com certa freqüência. Pelo que notei – e noto –, não faço nada muito diferente do que muita gente que está “twittando”. E, sinceramente, cansei dessas inutilidades.
O Twitter não pode carregar a culpa pela minha pobre experiência com a ferramenta. Eu imagino que não estou fazendo o uso da maneira mais adequada, apenas utilizando-o como um bloco para pequenas anotações de pensamentos vagos. Porém, hoje, decidi mudar a minha postura e pretendo interagir com as pessoas que “me seguem” e, também, com as que eu acho que estou seguindo. A partir de agora, o Twitter, para mim, deve deixar de ser uma ferramenta de comunicação unilateral. Chega de escrever mensagens que não são do interesse de ninguém, além de mim mesmo.
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