Arquivos de Planejamento

O tempo não para

quinta-feira, 2 de julho de 2009 13:05 Comentar Reflexão

Nos últi­mos dias te­nho en­fren­tado um sé­rio pro­blema com a es­cas­sez de tempo. Além das ati­vi­da­des pro­fis­si­o­nais que de­sen­volvo, tam­bém co­la­boro como vo­lun­tá­rio para duas en­ti­da­des. Por isso, o tempo li­vre que me resta para fa­zer mi­nhas ati­vi­da­des pes­so­ais é muito va­li­oso – muito mesmo.

Po­rém, com os pou­cos mi­nu­tos que me so­bram a cada dia, aca­bou sendo di­fí­cil en­con­trar uma “ja­nela” para es­cre­ver no blog, algo que faço com muito pra­zer, gra­ças à sa­tis­fa­ção que sinto de po­der ex­pres­sar e re­gis­trar os meus pen­sa­men­tos, e pela va­li­osa opor­tu­ni­dade de com­par­ti­lha­mento de co­nhe­ci­men­tos, idéias e opi­niões que esta fer­ra­menta pos­si­bi­lita.
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Queimando dinheiro

quarta-feira, 20 de maio de 2009 12:27 1 comentário Propaganda

Sem­pre cri­ti­quei essa pos­tura de “quei­mar di­nheiro” em cam­pa­nhas de co­mu­ni­ca­ção. Essa de­cla­ra­ção pode até pa­re­cer um de­va­neio meu, afi­nal de con­tas, quem é louco o bas­tante para jo­gar di­nheiro fora?

Po­rém, não é pre­ciso fa­zer muito es­forço para no­tar que isso acon­tece nas em­pre­sas e agên­cias com mais frequên­cia do que se ima­gina. A dis­cus­são so­bre esse as­sunto não é re­cente. Há al­guns anos, du­rante uma reu­nião numa agên­cia, usei o termo “panfretagem” – com a le­tra “r” mesmo – para ci­tar essa no­civa ca­rac­te­rís­tica do mer­cado pu­bli­ci­tá­rio de des­per­di­çar a verba dos cli­en­tes em ações equi­vo­ca­das – para não di­zer bur­ras.
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“Otimização” do tempo

quarta-feira, 18 de março de 2009 13:31 1 comentário Etc, Reflexão

otimização
o.ti.mi.za.ção
sf (otimizar+ção) 1 Estat Processo pelo qual se determina o valor ótimo de uma grandeza. 2 por ext Ato ou efeito de otimizar, acepção 2.
Dicionário Michaelis (Versão on-line)

Hoje, mais uma vez, me pe­guei fa­zendo o ho­rá­rio de al­moço em me­nos de 10 mi­nu­tos. Comi pouco, mas esse fa­tor não jus­ti­fica o tempo es­casso que de­di­quei à re­fei­ção. Já ha­via feito o que es­tava agen­dado – de­vi­da­mente agen­dado – para o pe­ríodo da ma­nhã. Ainda houve tempo para aten­der um cli­ente que apa­re­ceu de sur­presa e pre­ci­sava de uns backups.

Nesse mo­mento, o meu único com­pro­misso an­tes de ir ao tra­ba­lho é es­cre­ver um texto para o blog. São 12h07 e te­nho pra­ti­ca­mente uma hora para fi­na­li­zar esse post. O tema que ha­via pen­sado em abor­dar hoje não se­ria este. Po­rém, logo que me vi cor­rendo, com pressa, sem uma ne­ces­si­dade apa­rente, me per­gun­tei: Por­que es­tou fa­zendo isso?
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Pé de frango

sexta-feira, 13 de março de 2009 12:17 2 comentários Reflexão

Em al­guns paí­ses asiá­ti­cos, o pé de frango é con­si­de­rado uma igua­ria. Va­lo­ri­zado, é in­gre­di­ente certo em di­ver­sos pra­tos. Po­rém, aqui no Bra­sil, é um dos cor­tes de aves que os con­su­mi­do­res me­nos se in­te­res­sam. En­tre os fa­to­res que jus­ti­fi­cam o des­prezo pelo pro­duto, es­tão ques­tões cul­tu­rais, gas­tronô­mi­cas e até superstição.

Es­sas ca­rac­te­rís­ti­cas do mer­cado na­ci­o­nal são de­ter­mi­nan­tes para de­fi­nir o seu baixo va­lor de venda. Gra­ças a isso, o termo “pé de frango” aca­bou sendo agre­gado ao vo­ca­bu­lá­rio po­pu­lar – ao me­nos aqui no in­te­rior de São Paulo – como sinô­nimo para coi­sas que tem pouco va­lor ou que não va­lem à pena, sendo usado, in­clu­sive, para de­fi­nir pes­soas. As­sim, não é raro ou­vir al­guém di­zer “pé de frango” para se re­fe­rir so­bre ser­vi­ços mal fei­tos, pro­du­tos de baixa qua­li­dade, pes­soas que não são in­te­res­san­tes, cli­en­tes ruins.
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Cada um no seu quadrado

sábado, 7 de março de 2009 12:15 Comentar Reflexão

Mui­tas pes­soas têm o de­feito de acre­di­tar que o seu um­bigo é o cen­tro do uni­verso. Com pou­cas ex­ce­ções, o in­di­ví­duo que adota essa pos­tura, fre­quen­te­mente, age de forma pre­con­cei­tu­osa em re­la­ção a tudo o que não se­gue a sua ló­gica de pen­sa­mento, não se en­qua­dra nos seus va­lo­res – pes­so­ais, pro­fis­si­o­nais, mo­rais –, não ocorre no seu co­ti­di­ano, ou, pior ainda, não faz parte do seu re­per­tó­rio e ex­pe­ri­ên­cia. As­sim, es­ses fa­to­res, na mai­o­ria dos ca­sos, li­mi­tam esse in­di­ví­duo a ela­bo­rar um jul­ga­mento in­te­li­gente, uma vez que, nor­mal­mente, não dis­põe de co­nhe­ci­men­tos e re­cur­sos para fa­zer ava­li­a­ções co­e­ren­tes e al­can­çar con­clu­sões sensatas.

Pode até pa­re­cer um exa­gero, mas basta ob­ser­var um pouco as pes­soas – e, prin­ci­pal­mente, nós mes­mos – para no­tar que no dia-​​a-​​dia ocor­rem inú­me­ras si­tu­a­ções em que nos de­pa­ra­mos com gente – ou so­mos o pró­prio su­jeito – que age “como se ti­vesse o rei na bar­riga” ou acha que a ver­dade su­prema do mundo está toda den­tro de sua ca­beça. O que esse in­di­ví­duo acre­dita – e de­fende – é “lei”, está certo. O que as ou­tras pes­soas pen­sam e que con­tra­di­zem a sua opi­nião é “crime”, está er­rado.
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