Arquivos de Opinião
A cada dia é mais fácil perceber uma mudança comportamental que está se fortalecendo na sociedade moderna: a busca, cada vez maior, por informações mais resumidas, segmentadas, diretas, explícitas, rápidas e, consequetemente, superficiais. Percebendo esta tendência e sentindo as turbulências mercadológicas geradas por este novo cenário, os meios de comunicação estão enfrentando um processo de transformação constante, lançando novos formatos e adotando novas ferramentas para atender, cada vez mais, as novas demandas da comunicação de massa. Nesta fase de transição – como em outras –, o ato de noticiar também está evoluindo.
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Numa primeira impressão, muitas pessoas podem julgar que a associação do próprio nome – no caso, o meu – ao termo “comunicação inteligente” soa como uma expressão arrogante ou presunçosa. Porém, essa não é a intenção. O objetivo, ao unir essas duas palavras – comunicação inteligente –, é criar conexões de significados para formar e descrever, de forma rápida e objetiva, o conceito fundamental que orienta a filosofia do meu trabalho.
Mas afinal, o que é comunicação inteligente?
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Acredito que, ultimamente, tenho me postado como uma pessoa bem chata em relação às coisas que estão acontecendo na área de comunicação. Canso de ler notícias, blogs e revistas, discutir com amigos sobre propaganda, jornalismo, design, televisão, e a minha postura, raramente, é a de ver algo e pensar “poxa, que grande idéia essa”. Sei que boas idéias há aos montes. Idéias copiadas, então… Porém, idéias inovadoras que causam grande impacto, são pouquíssimas.
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Grande parte da propaganda produzida no Brasil é feita de forma amadora. Essa é uma realidade muito fácil de constatar, principalmente nos veículos de comunicação do interior – emissoras de TV, rádios, jornais e revistas –, em peças impressas, na mídia externa, na internet, entre outros canais.
Um fator de grande influência para sustentar esse cenário é a falta de qualificação dos profissionais que atuam no mercado, com “agências” oportunistas e “picaretas” que oferecem serviços sem a preocupação de alcançar bons resultados com os investimentos feitos pelos clientes.
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Sempre critiquei essa postura de “queimar dinheiro” em campanhas de comunicação. Essa declaração pode até parecer um devaneio meu, afinal de contas, quem é louco o bastante para jogar dinheiro fora?
Porém, não é preciso fazer muito esforço para notar que isso acontece nas empresas e agências com mais frequência do que se imagina. A discussão sobre esse assunto não é recente. Há alguns anos, durante uma reunião numa agência, usei o termo “panfretagem” – com a letra “r” mesmo – para citar essa nociva característica do mercado publicitário de desperdiçar a verba dos clientes em ações equivocadas – para não dizer burras.
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Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.



