Arquivos de Moral
Sempre critiquei essa postura de “queimar dinheiro” em campanhas de comunicação. Essa declaração pode até parecer um devaneio meu, afinal de contas, quem é louco o bastante para jogar dinheiro fora?
Porém, não é preciso fazer muito esforço para notar que isso acontece nas empresas e agências com mais frequência do que se imagina. A discussão sobre esse assunto não é recente. Há alguns anos, durante uma reunião numa agência, usei o termo “panfretagem” – com a letra “r” mesmo – para citar essa nociva característica do mercado publicitário de desperdiçar a verba dos clientes em ações equivocadas – para não dizer burras.
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Em algumas passagens da minha carreira, tive a experiência – péssima – de conhecer pessoas – empresários, diretores, patrões, ou como quiser chamar – que, por suas empresas não ostentarem posições destacadas no mercado ou por sua pessoa não ter credibilidade junto à sociedade, demonstravam – e demonstram – profunda inveja de seus concorrentes.
Esse tipo de gente – ou gentalha –, geralmente, alimenta o seu ódio através de sua falta de capacidade e qualificação profissional ou de sua falta de caráter e personalidade – quando não, ambos. Por não terem coragem – e competência – para lutar limpo e enfrentar o desafio em busca do sucesso, muitos acabam utilizando artifícios sujos para tentar prejudicar outras pessoas que possam estar “atrapalhando” o seu caminho.
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Em alguns países asiáticos, o pé de frango é considerado uma iguaria. Valorizado, é ingrediente certo em diversos pratos. Porém, aqui no Brasil, é um dos cortes de aves que os consumidores menos se interessam. Entre os fatores que justificam o desprezo pelo produto, estão questões culturais, gastronômicas e até superstição.
Essas características do mercado nacional são determinantes para definir o seu baixo valor de venda. Graças a isso, o termo “pé de frango” acabou sendo agregado ao vocabulário popular – ao menos aqui no interior de São Paulo – como sinônimo para coisas que tem pouco valor ou que não valem à pena, sendo usado, inclusive, para definir pessoas. Assim, não é raro ouvir alguém dizer “pé de frango” para se referir sobre serviços mal feitos, produtos de baixa qualidade, pessoas que não são interessantes, clientes ruins.
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Em todo o mundo ocorre uma intensa discussão sobre as influências que são proporcionadas pela mídia televisiva na formação da personalidade das pessoas. Esse debate é alimentado pelo bombardeio de programas de baixa qualidade informativa, cultural e educacional ao qual nós, telespectadores, temos acesso e acabamos sendo expostos.
A televisão é como a invenção dos sanitários dentro de casa. Ela não mudou os hábitos das pessoas. Ela apenas as manteve dentro da casa.
Alfred Hitchcock
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No Brasil, é comum ocorrer discussões sobre propagandas que, sem escrúpulos, apresentam mentiras sobre produtos com a intenção clara de enganar os consumidores. Normalmente, a estratégia é exaltar e valorizar os atributos como se fossem super vantagens e diferenciais, visando assim conquistar um patamar de grandeza e superioridade que, em grande parte, não se comprovam após o cliente efetuar a aquisição do produto.
Além da falta de ética que muitas empresas têm em relação aos seus clientes, os problemas não param por ai. Apesar da existência do Código de Direito do Consumidor e do Procon, que “garantem” a proteção dos consumidores, são raros os casos em que o consumidores prejudicados conseguem fazer prevalecer os seus direitos sem ter uma grande dor de cabeça. Normalmente, isso acontece porque as próprias organizações desconhecem ou não se importam com os direitos de seus clientes.
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Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.



