Arquivos de Moral

Queimando dinheiro

quarta-feira, 20 de maio de 2009 12:27 1 comentário Propaganda

Sem­pre cri­ti­quei essa pos­tura de “quei­mar di­nheiro” em cam­pa­nhas de co­mu­ni­ca­ção. Essa de­cla­ra­ção pode até pa­re­cer um de­va­neio meu, afi­nal de con­tas, quem é louco o bas­tante para jo­gar di­nheiro fora?

Po­rém, não é pre­ciso fa­zer muito es­forço para no­tar que isso acon­tece nas em­pre­sas e agên­cias com mais frequên­cia do que se ima­gina. A dis­cus­são so­bre esse as­sunto não é re­cente. Há al­guns anos, du­rante uma reu­nião numa agên­cia, usei o termo “panfretagem” – com a le­tra “r” mesmo – para ci­tar essa no­civa ca­rac­te­rís­tica do mer­cado pu­bli­ci­tá­rio de des­per­di­çar a verba dos cli­en­tes em ações equi­vo­ca­das – para não di­zer bur­ras.
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Praga de urubu magro

terça-feira, 24 de março de 2009 13:41 1 comentário Reflexão

Em al­gu­mas pas­sa­gens da mi­nha car­reira, tive a ex­pe­ri­ên­cia – pés­sima – de co­nhe­cer pes­soas – em­pre­sá­rios, di­re­to­res, pa­trões, ou como qui­ser cha­mar – que, por suas em­pre­sas não os­ten­ta­rem po­si­ções des­ta­ca­das no mer­cado ou por sua pes­soa não ter cre­di­bi­li­dade junto à so­ci­e­dade, de­mons­tra­vam – e de­mons­tram – pro­funda in­veja de seus concorrentes.

Esse tipo de gente – ou gen­ta­lha –, ge­ral­mente, ali­menta o seu ódio atra­vés de sua falta de ca­pa­ci­dade e qua­li­fi­ca­ção pro­fis­si­o­nal ou de sua falta de ca­rá­ter e per­so­na­li­dade – quando não, am­bos. Por não te­rem co­ra­gem – e com­pe­tên­cia – para lu­tar limpo e en­fren­tar o de­sa­fio em busca do su­cesso, mui­tos aca­bam uti­li­zando ar­ti­fí­cios su­jos para ten­tar pre­ju­di­car ou­tras pes­soas que pos­sam es­tar “atra­pa­lhando” o seu ca­mi­nho.
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Pé de frango

sexta-feira, 13 de março de 2009 12:17 2 comentários Reflexão

Em al­guns paí­ses asiá­ti­cos, o pé de frango é con­si­de­rado uma igua­ria. Va­lo­ri­zado, é in­gre­di­ente certo em di­ver­sos pra­tos. Po­rém, aqui no Bra­sil, é um dos cor­tes de aves que os con­su­mi­do­res me­nos se in­te­res­sam. En­tre os fa­to­res que jus­ti­fi­cam o des­prezo pelo pro­duto, es­tão ques­tões cul­tu­rais, gas­tronô­mi­cas e até superstição.

Es­sas ca­rac­te­rís­ti­cas do mer­cado na­ci­o­nal são de­ter­mi­nan­tes para de­fi­nir o seu baixo va­lor de venda. Gra­ças a isso, o termo “pé de frango” aca­bou sendo agre­gado ao vo­ca­bu­lá­rio po­pu­lar – ao me­nos aqui no in­te­rior de São Paulo – como sinô­nimo para coi­sas que tem pouco va­lor ou que não va­lem à pena, sendo usado, in­clu­sive, para de­fi­nir pes­soas. As­sim, não é raro ou­vir al­guém di­zer “pé de frango” para se re­fe­rir so­bre ser­vi­ços mal fei­tos, pro­du­tos de baixa qua­li­dade, pes­soas que não são in­te­res­san­tes, cli­en­tes ruins.
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A mídia podre

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 18:03 1 comentário Comunicação, Reflexão

Em todo o mundo ocorre uma in­tensa dis­cus­são so­bre as in­fluên­cias que são pro­por­ci­o­na­das pela mí­dia te­le­vi­siva na for­ma­ção da per­so­na­li­dade das pes­soas. Esse de­bate é ali­men­tado pelo bom­bar­deio de pro­gra­mas de baixa qua­li­dade in­for­ma­tiva, cul­tu­ral e edu­ca­ci­o­nal ao qual nós, te­les­pec­ta­do­res, te­mos acesso e aca­ba­mos sendo expostos.

A televisão é como a invenção dos sanitários dentro de casa. Ela não mudou os hábitos das pessoas. Ela apenas as manteve dentro da casa.
Alfred Hitchcock


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Propaganda enganosa

terça-feira, 4 de novembro de 2008 13:49 Comentar Propaganda

No Bra­sil, é co­mum ocor­rer dis­cus­sões so­bre pro­pa­gan­das que, sem es­crú­pu­los, apre­sen­tam men­ti­ras so­bre pro­du­tos com a in­ten­ção clara de en­ga­nar os con­su­mi­do­res. Nor­mal­mente, a es­tra­té­gia é exal­tar e va­lo­ri­zar os atri­bu­tos como se fos­sem su­per van­ta­gens e di­fe­ren­ci­ais, vi­sando as­sim con­quis­tar um pa­ta­mar de gran­deza e su­pe­ri­o­ri­dade que, em grande parte, não se com­pro­vam após o cli­ente efe­tuar a aqui­si­ção do produto.

Além da falta de ética que mui­tas em­pre­sas têm em re­la­ção aos seus cli­en­tes, os pro­ble­mas não pa­ram por ai. Ape­sar da exis­tên­cia do Có­digo de Di­reito do Con­su­mi­dor e do Pro­con, que “ga­ran­tem” a pro­te­ção dos con­su­mi­do­res, são ra­ros os ca­sos em que o con­su­mi­do­res pre­ju­di­ca­dos con­se­guem fa­zer pre­va­le­cer os seus di­rei­tos sem ter uma grande dor de ca­beça. Nor­mal­mente, isso acon­tece por­que as pró­prias or­ga­ni­za­ções des­co­nhe­cem ou não se im­por­tam com os di­rei­tos de seus cli­en­tes.
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