Arquivos de Jornalismo
É alarmante o volume de materiais de má qualidade e de baixa profundidade que são produzidos e que ganham, cada vez mais, espaços nas mídias de massa. E, pior do que todo esse lixo cultural, são os materiais com mensagens ofensivas e prejudiciais que estão ao alcance de todos.
A internet é uma das mídias que mais contribuem para construir essa realidade. Primeiro, graças à vulnerabilidade de moderação dos conteúdos publicados, já que blogs, páginas pessoais, fóruns de discussão, redes sociais e outras ferramentas, geralmente, contam apenas com o “controle editorial” de seus autores e participantes.
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A cada dia é mais fácil perceber uma mudança comportamental que está se fortalecendo na sociedade moderna: a busca, cada vez maior, por informações mais resumidas, segmentadas, diretas, explícitas, rápidas e, consequetemente, superficiais. Percebendo esta tendência e sentindo as turbulências mercadológicas geradas por este novo cenário, os meios de comunicação estão enfrentando um processo de transformação constante, lançando novos formatos e adotando novas ferramentas para atender, cada vez mais, as novas demandas da comunicação de massa. Nesta fase de transição – como em outras –, o ato de noticiar também está evoluindo.
Comercial apresenta o novo projeto gráfico da Folha de São Paulo
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Após anos com a mesma “cara”, o jornal O Estado de S. Paulo apresentou o seu novo projeto gráfico no último domingo, 14 de março. Além das mudanças no produto impresso, o projeto também reformulou o visual e o conteúdo do site Estadão.com.br. Agora, segundo o próprio Estadão, o site estará mais próximo das redes sociais e mais fácil para navegar.
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A discussão sobre o futuro dos veículos de comunicação impressos – jornais e revistas – está se intensificando a cada dia na blogsfera. Já escrevi sobre esse tema aqui no blog – “Velha mídia, velha” – e, nas últimas semanas, alguns autores de blogs que costumo ler também se manifestaram, como o Carlos Cardoso, do Contraditorium – “Donos de jornais, alegrem-se, a Crise Acabou!” –, e o Ricardo Cavallini, do Coxa Creme – “Conversa fiada” e “Com quantos toques se faz uma revista”.
O que se nota é que ocorre uma convergência de opiniões diante dos resultados mercadológicos que são apresentados pelos grandes veículos e pelas mudanças de comportamento que foram proporcionadas pela internet, pela blogsfera, pelas mídias sociais, pela tecnologia.
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Hoje cedo acessei o site da Folha de São Paulo para ler as notícias e, consequentemente, olhei a capa do dia. Porém, até o final da tarde, não havia visto a capa do Estadão. Veja estas “pequenas” coincidências:

Capas das edições do dia 3 de junho de 2009 do Estadão e da Folha
Como diria o saudoso Januário de Oliveira: “Sinistro, muito sinistro!”
PS: No momento em que estava escrevendo este texto o site do Estadão ainda apresentava a capa original, conforme consta – ou constava – no arquivo do Newseum. Mas, acredito que por algum motivo “extraordinário”, a capa do Estadão que está no site neste momento não é a mesma capa da edição impressa dia 3 de junho de 2009. Será que “alguém” de lá pensou que ninguém ia notar essas sutis coincidências? Ou será que o Estado de São Paulo publicou duas capas diferentes da mesma edição?



Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.



