Arquivos de Ética
É engraçada – e muitas vezes suspeita – a reação de espanto de alguns empresários ou dirigentes ao se deparar com orçamentos de campanhas que envolvem comunicação de massa. Exceto no caso de ser a primeira experiência da pessoa com esse tipo de trabalho, é difícil acreditar que alguém que está envolvido com a divulgação não saiba que comunicação de massa necessita de investimentos – bons investimentos – e que uma campanha não fica barata – e, provavelmente, nunca ficará.
Quando os negócios da empresa não estão gerando o retorno esperado, uma das primeiras “idéias” que surgem na mente de quem comanda é fazer uma ação promocional e divulgar seus produtos e serviços com grande intensidade. Apesar disso, o fato que acaba sendo “estranho” é que, geralmente, não é feita uma associação entre a intensidade desejada para a divulgação e a intensidade de investimentos que será necessária.
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Em algumas passagens da minha carreira, tive a experiência – péssima – de conhecer pessoas – empresários, diretores, patrões, ou como quiser chamar – que, por suas empresas não ostentarem posições destacadas no mercado ou por sua pessoa não ter credibilidade junto à sociedade, demonstravam – e demonstram – profunda inveja de seus concorrentes.
Esse tipo de gente – ou gentalha –, geralmente, alimenta o seu ódio através de sua falta de capacidade e qualificação profissional ou de sua falta de caráter e personalidade – quando não, ambos. Por não terem coragem – e competência – para lutar limpo e enfrentar o desafio em busca do sucesso, muitos acabam utilizando artifícios sujos para tentar prejudicar outras pessoas que possam estar “atrapalhando” o seu caminho.
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Em alguns países asiáticos, o pé de frango é considerado uma iguaria. Valorizado, é ingrediente certo em diversos pratos. Porém, aqui no Brasil, é um dos cortes de aves que os consumidores menos se interessam. Entre os fatores que justificam o desprezo pelo produto, estão questões culturais, gastronômicas e até superstição.
Essas características do mercado nacional são determinantes para definir o seu baixo valor de venda. Graças a isso, o termo “pé de frango” acabou sendo agregado ao vocabulário popular – ao menos aqui no interior de São Paulo – como sinônimo para coisas que tem pouco valor ou que não valem à pena, sendo usado, inclusive, para definir pessoas. Assim, não é raro ouvir alguém dizer “pé de frango” para se referir sobre serviços mal feitos, produtos de baixa qualidade, pessoas que não são interessantes, clientes ruins.
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Diariamente tomamos conhecimento de uma realidade que, normalmente, é dura, triste e leva muitas pessoas a criar um sentimento de pessimismo em relação ao futuro. A quantidade de notícias negativas relacionadas à violência, corrupção, miséria, conflitos, entre outros problemas sociais, é tão grande que, geralmente, detém boa parte do conteúdo dos veículos de comunicação de massa, como os jornais, as revistas, os noticiários dos canais de TV e das emissoras de rádios e, como não poderia deixar de ser, as páginas dos portais de notícias na internet.
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No Brasil, é comum ocorrer discussões sobre propagandas que, sem escrúpulos, apresentam mentiras sobre produtos com a intenção clara de enganar os consumidores. Normalmente, a estratégia é exaltar e valorizar os atributos como se fossem super vantagens e diferenciais, visando assim conquistar um patamar de grandeza e superioridade que, em grande parte, não se comprovam após o cliente efetuar a aquisição do produto.
Além da falta de ética que muitas empresas têm em relação aos seus clientes, os problemas não param por ai. Apesar da existência do Código de Direito do Consumidor e do Procon, que “garantem” a proteção dos consumidores, são raros os casos em que o consumidores prejudicados conseguem fazer prevalecer os seus direitos sem ter uma grande dor de cabeça. Normalmente, isso acontece porque as próprias organizações desconhecem ou não se importam com os direitos de seus clientes.
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Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.



