Arquivos de Comunicação
A cada dia é mais fácil perceber uma mudança comportamental que está se fortalecendo na sociedade moderna: a busca, cada vez maior, por informações mais resumidas, segmentadas, diretas, explícitas, rápidas e, consequetemente, superficiais. Percebendo esta tendência e sentindo as turbulências mercadológicas geradas por este novo cenário, os meios de comunicação estão enfrentando um processo de transformação constante, lançando novos formatos e adotando novas ferramentas para atender, cada vez mais, as novas demandas da comunicação de massa. Nesta fase de transição – como em outras –, o ato de noticiar também está evoluindo.
Comercial apresenta o novo projeto gráfico da Folha de São Paulo
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A contagem regressiva está próxima do fim. Agora, faltam poucos dias para começar a Copa da África do Sul. E essa proximidade, além de aumentar a ansiedade de torcedores do mundo inteiro, também promove um grandioso movimento da propaganda, que já está abordando o tema com muita inten-sidade, principalmente na televisão. Dessa forma, para um comercial de TV conquistar a atenção dos espectadores é preciso ter bastante criatividade e apostar em mensagens que mexam com a emoção dos torcedores. E essa tática não é nenhum segredo. Os anunciantes e as agências de publicidade sabem disso e estimulam a expectativa pela Copa com belos comerciais, como podemos conferir em alguns exemplos abaixo.
Nike, “Write the future”
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As interações humanas – individuais e em grupos sociais – com os avanços tecnológicos estão quebrando, com muita intensidade, antigos paradigmas. Este novo cenário, fruto do desejo humano de progresso, está moldando os novos valores para o tempo, a educação, o conhecimento, a comunicação, a economia, a cultura, as relações sociais, o mundo globalizado.
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Acredito que, ultimamente, tenho me postado como uma pessoa bem chata em relação às coisas que estão acontecendo na área de comunicação. Canso de ler notícias, blogs e revistas, discutir com amigos sobre propaganda, jornalismo, design, televisão, e a minha postura, raramente, é a de ver algo e pensar “poxa, que grande idéia essa”. Sei que boas idéias há aos montes. Idéias copiadas, então... Porém, idéias inovadoras que causam grande impacto, são pouquíssimas.
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Grande parte da propaganda produzida no Brasil é feita de forma amadora. Essa é uma realidade muito fácil de constatar, principalmente nos veículos de comunicação do interior – emissoras de TV, rádios, jornais e revistas –, em peças impressas, na mídia externa, na internet, entre outros canais.
Um fator de grande influência para sustentar esse cenário é a falta de qualificação dos profissionais que atuam no mercado, com “agências” oportunistas e “picaretas” que oferecem serviços sem a preocupação de alcançar bons resultados com os investimentos feitos pelos clientes.
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Todos devem imaginar que o Twitter está sofrendo muito com a avalanche de novos usuários e o grande fluxo de mensagens que são compartilhadas a todo instante. Com o “boom” da ferramenta, o volume de tráfego em seus servidores deve ter crescido proporcionalmente ao volume de novos usuários. Portanto, junto com o sucesso, chegaram os problemas.
Uma provável solução, como não poderia deixar de ser, chegou a ser especulada várias vezes: o Google, o gigante devorador de novidades da internet, comprar o Twitter. Além de toda a especulação, também sugiram boatos e “notícias” de que essa negociação realmente foi concretizada, de forma “secreta”, ou que envolviam cifras bilionárias. Porém, se o boato é ou não é verdade, até agora não li nada oficial a respeito.
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É engraçada – e muitas vezes suspeita – a reação de espanto de alguns empresários ou dirigentes ao se deparar com orçamentos de campanhas que envolvem comunicação de massa. Exceto no caso de ser a primeira experiência da pessoa com esse tipo de trabalho, é difícil acreditar que alguém que está envolvido com a divulgação não saiba que comunicação de massa necessita de investimentos – bons investimentos – e que uma campanha não fica barata – e, provavelmente, nunca ficará.
Quando os negócios da empresa não estão gerando o retorno esperado, uma das primeiras “idéias” que surgem na mente de quem comanda é fazer uma ação promocional e divulgar seus produtos e serviços com grande intensidade. Apesar disso, o fato que acaba sendo “estranho” é que, geralmente, não é feita uma associação entre a intensidade desejada para a divulgação e a intensidade de investimentos que será necessária.
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O jornalista Datena é famoso por apresentar seu programa televisivo apostando, geralmente, num discurso caracterizado pela revolta contra tudo e todos. Sensacionalista, costuma enfocar suas notícias na exploração da violência banal com o objetivo de gerar comoção popular e, logicamente, muita audiência.
Personificando uma postura de “machão”, não se cansa de criticar os criminosos e as injustiças sociais como se ele próprio sofresse todas as desgraças que mostra na TV. Porém, os métodos que sua equipe utiliza para divulgar as informações acabam sendo discutíveis, principalmente levando-se em conta que o objetivo principal do jornalismo é transmitir com clareza as informações e, de preferência, de forma imparcial. Assim, o papel social que deveria exercer como jornalista, acaba se perdendo.
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Com uma frequência cada vez maior, tenho notado que algumas pessoas que acabo conhecendo no dia a dia, tanto através do meu trabalho como em relações pessoais, têm o péssimo hábito de querer se valorizar. Essa atitude narcisista, na maioria dos casos, é benéfica apenas ao ego do próprio indivíduo – e, muitas vezes, não é.
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Em alguns países asiáticos, o pé de frango é considerado uma iguaria. Valorizado, é ingrediente certo em diversos pratos. Porém, aqui no Brasil, é um dos cortes de aves que os consumidores menos se interessam. Entre os fatores que justificam o desprezo pelo produto, estão questões culturais, gastronômicas e até superstição.
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Essas características do mercado nacional são determinantes para definir o seu baixo valor de venda. Graças a isso, o termo “pé de frango” acabou sendo agregado ao vocabulário popular – ao menos aqui no interior de São Paulo – como sinônimo para coisas que tem pouco valor ou que não valem à pena, sendo usado, inclusive, para definir pessoas. Assim, não é raro ouvir alguém dizer “pé de frango” para se referir sobre serviços mal feitos, produtos de baixa qualidade, pessoas que não são interessantes, clientes ruins.














Bruno Gonçalves é profissional de comunicação especialista em comunicação organizacional, propaganda, design gráfico e Internet.






