Propaganda "proibida"

sábado, 15 de dezembro de 2012 08:57 Propaganda, Replay

Uma das pas­sa­gens mais obs­cu­ras da his­tó­ria do Bra­sil é a di­ta­du­ra mi­li­tar, que po­dou a so­ci­e­da­de por meio da cen­su­ra da li­vre ex­pres­são. Li­vros dei­xa­ram de ser pu­bli­ca­dos, mú­si­cas fo­ram proi­bi­das de ser gra­va­das e exe­cu­ta­das, fil­mes cor­ta­dos, te­a­tros e ou­tras ma­ni­fes­ta­ções ar­tís­ti­cas im­pe­di­das de ser pro­du­zi­das ou a-​presentadas.

Epi­só­di­os de de­ba­tes po­lí­ti­cos, ma­ni­fes­ta­ções, pri­sões e tor­tu­ras são cons­tan­te­men­te lem­bra­dos pe­la mí­dia. Po­rém, uma fa­ce­ta da di­ta­du­ra ra­ra­men­te é te­ma de dis­cus­sões: a cen­su­ra à pro­pa­gan­da. Ela ocor­reu da mes­ma ma­nei­ra co­mo im­pe­diu ou­tras for­mas de di­vul­ga­ção de ide­ais e ex­pres­sões cul­tu­rais. As pro­pa­gan­das que eram con­si­de­ra­das co­mo im­pró­pri­as ti­ve­ram sua vei­cu­la­ção im­pe­di­da. Con­fi­ra al­guns ca­sos:

Cueca imoral

A pro­pa­gan­da da cu­e­ca He­ring de 1981 foi cen­su­ra­da pe­la di­ta­du­ra mi­li­tar gra­ças à uma de­nún­cia de um ci­da­dão co­mum à um es­cri­tó­rio da cen­su­ra. O de­nun­ci­an­te ale­gou que o co­mer­ci­al era imo­ral e o cen­sor que ve­ri­fi­cou a pe­ça con­cor­dou com a ale­ga­ção, so­li­ci­tan­do a proi­bi­ção de sua vei­cu­la­ção.


Comercial da cueca Hering foi considerado imoral e proibido de ser veiculado

Atentado à moral e aos bons costumes

Co­mer­ci­al do ab­sor­ven­te Sem­pre Li­vre, que foi es­tre­la­do pe­la en­tão no­va­ta atriz Ma­rí­lia Pê­ra, so­freu im­po­si­ção de res­tri­ção de ho­rá­ri­os pe­la Di­ta­du­ra Mi­li­tar, que con­si­de­rou que a pe­ça aten­ta­va à mo­ral e aos bons cos­tu­mes.


Vídeo do absorvente Sempre Livre atentava à moral e aos bons costumes

Triunfo da ousadia

Co­mer­ci­al da El­lus em­ba­la­do pe­la mú­si­ca “Ma­nia de vo­cê”, da can­to­ra Ri­ta Lee, fi­cou bas­tan­te co­nhe­ci­do, mas aca­bou não sen­do cen­su­ra­do pe­la Di­ta­du­ra Mi­li­tar, ape­sar de ter “re­co­men­da­ção” até de um se­cre­tá­rio de Meio Am­bi­en­te do Mi­nis­té­rio do In­te­ri­or, que dei­xou de la­do su­as atri­bui­ções pa­ra ten­tar im­pe­dir a vei­cu­la­ção do anún­cio que fi­cou fa­mo­so por sua ou­sa­dia.


Ousado para a época, comercial da Ellus conseguiu driblar a censura

Fonte: Congresso em Foco

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