Campanha eleitoral: chegou a hora de separar o joio do trigo

sexta-feira, 20 de agosto de 2010 16:43 Reflexão

É tem­po de cam­pa­nha elei­to­ral. Mais uma vez, es­ta­mos di­an­te do “dis­cur­so” de al­guns in­di­ví­du­os que, cla­ra­men­te, não têm – e não as­su­mem – a pos­tu­ra sen­sa­ta que con­diz com a im­por­tân­cia das fun­ções pú­bli­cas às quais se can­di­da­ta­ram. Pi­or do que as ati­tu­des ina­de­qua­das é o des­res­pei­to ex­plí­ci­to com os elei­to­res e com o Bra­sil. A má ín­do­le de mui­tos can­di­da­tos é trans­pa­ren­te em su­as cam­pa­nhas. Por exem­plo, uma das men­sa­gens vei­cu­la­das pe­lo can­di­da­to Ti­ri­ri­ca foi: “O que é que faz um de­pu­ta­do fe­de­ral? Na re­a­li­da­de eu não sei. Mas vo­te em mim que eu te con­to.”

Além de sa­ti­ri­zar o pa­pel do de­pu­ta­do fe­de­ral, o “ar­tis­ta” ain­da ado­tou co­mo slo­gan de sua cam­pa­nha a fra­se “Vo­te no Ti­ri­ri­ca, pi­or do que tá não fi­ca”, fa­zen­do um pés­si­mo jul­ga­men­to so­bre a atu­al si­tu­a­ção po­lí­ti­ca.

httpvh://www.youtube.com/watch?v=3OdfchTxIIE
Horário eleitoral apresenta muitos candidatos e poucas propostas relevantes

Dei­xan­do de la­do es­te exem­plo de me­di­o­cri­da­de mo­ral do Ti­ri­ri­ca pa­ra re­fle­tir so­bre a “qua­li­da­de” dos can­di­da­tos à de­pu­ta­do es­ta­du­al e fe­de­ral, en­con­tra­mos uma ter­rí­vel re­a­li­da­de. In­de­pen­den­te dos par­ti­dos, co­li­ga­ções ou das ide­o­lo­gi­as, per­ce­be­mos que há um gran­de nú­me­ro de in­di­ví­du­os que de­mons­tram inex­pres­si­va – quan­do não au­sen­te – ex­pe­ri­ên­cia e ca­pa­ci­da­des de li­de­ran­ça, de ges­tão, de re­la­ci­o­na­men­to, en­tre ou­tras ca­rac­te­rís­ti­cas que são im­pres­cin­dí­veis pa­ra con­quis­tar uma boa atu­a­ção no ce­ná­rio po­lí­ti­co.

Além dis­so, pa­ra com­ple­tar es­ta tris­te re­a­li­da­de, se ana­li­sar­mos o “cur­rí­cu­lo” de al­guns can­di­da­tos, en­con­tra­re­mos, en­tre ou­tros as­pec­tos, o gran­de des­pre­pa­ro in­te­lec­tu­al, edu­ca­ci­o­nal, téc­ni­co, pro­fis­si­o­nal. As­sim, é mais do que ób­vio que es­sas pes­so­as são in­ca­pa­zes de as­su­mir as res­pon­sa­bi­li­da­des ne­ces­sá­ri­as pa­ra as fun­ções que es­tão con­cor­ren­do.

A con­clu­são é sim­ples: nós, elei­to­res, de­ve­mos as­su­mir o com­pro­mis­so de es­co­lher os can­di­da­tos ca­pa­ci­ta­dos pa­ra en­con­trar os me­lho­res ca­mi­nhos pa­ra o fu­tu­ro de nos­so país. Do con­trá­rio, se vo­tar­mos nos “ti­ri­ri­cas” da vi­da, quem pa­ga­rá o pre­ço de ele­ger des­qua­li­fi­ca­dos se­re­mos nós mes­mos.

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