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Diga não
Publicado por Bruno Gonçalves em 3 de fevereiro de 2010 @ 12:41
Tema(s): Marketing
Todos aqueles que trabalham com negociações sabem – ou um dia vão saber, se tiverem sorte ou forem espertos – que evitar dizer “não”, em muitos casos, acaba sendo um péssimo negócio. Os motivos para negar são inúmeros. Poderia postar no blog, pelo menos, mais uma dúzia de textos relacionados a este tema. Porém, vou citar apenas duas situações comuns – uma que prejudica o cliente e outra o prestador de serviços.
Não – adv (lat non) 1 Expressão de negação. Antôn: sim. 2 de contrário. 3 Anteposto a substantivos, adjetivos ou verbos, exprime ausência, privação da substância, qualidade ou ação expressa pela palavra que se lhe segue: O não-eu, o não-ser. interj Basta! sm Negativa, recusa, repulsa.
Dicionário Michaelis
Na ânsia de conquistar clientes e buscar atendê-los com a máxima disposição, muitas vezes o profissional aceita – ou, pior ainda, promete – fazer coisas que não é capaz de cumprir, seja pela falta de qualificação técnica, seja pela indisponibilidade de tempo ou de recursos. Quando esse caso acontece, geralmente o cliente acaba se frustrando com o prestador de serviços, uma vez que poderá sofrer com o não cumprimento de prazos ou pela qualidade dos serviços incompatível com as suas expectativas. Além disso, o profissional também poderá se “queimar” com o cliente e com o mercado por não ter executado o trabalho de forma satisfatória.
Outro caso em que o emprego da palavra “não” deveria ser utilizado com mais frequência pelos profissionais é o acerto de preços. Num orçamento ou durante a negociação com um cliente, o profissional deve conhecer todas as variáveis que interferem nos valores para a prestação de seus serviços. Os clientes normalmente querem descontos: isso é uma regra. Porém, o preço nunca deve ser definido no “achometro” ou “pela cara do cliente”. Muito menos os descontos. É importante estabelecer um preço para o serviço que seja viável – e principalmente rentável – para o profissional, que seja coerente com o mercado, e que atenda as possibilidades de investimento dos clientes. Ou seja, o preço deve ser justo para todos. Do contrário, o preço alto irá prejudicar – e afastar – os clientes e, caso o preço acertado seja baixo para o profissional, ele servirá como um fator para a desmotivação e, também, acabará gerando prejuízos.
Portanto, é importante ter consciência e aprender que para prosperar e alcançar sucesso profissional, em muitas situações é preciso dizer não, evitando, também, tomar decisões precipitadas influenciado pela ansiedade ou pela falta de informações.
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