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Informações valiosas

Publicado por Bruno Gonçalves em 14 de outubro de 2009 @ 13:40
Tema(s): Propaganda,Reflexão


To­dos os dias so­mos “bom­bar­de­a­dos” por uma in­fi­ni­dade de in­for­ma­ções que nos che­gam atra­vés dos cinco sen­ti­dos – vi­são, au­di­ção, pa­la­dar, tato e ol­fato. Uma grande parte des­sas in­for­ma­ções é pro­ces­sada pelo pró­prio or­ga­nismo pro­vo­cando re­a­ções au­to­má­ti­cas ou que fo­ram ad­qui­ri­das ao logo de nossa exis­tên­cia. Quando uma fonte lu­mi­nosa se in­ten­si­fica em di­re­ção aos nos­sos olhos, ge­rando um des­con­forto, o or­ga­nismo res­ponde que de­ve­mos fe­char as pál­pe­bras para obs­truir a pas­sa­gem da luz. Ao ou­vi­mos um te­le­fone to­car, nossa aten­ção é des­per­tada e as­si­mi­la­mos que al­guém está ten­tando fa­zer contato.

Uma parte das in­for­ma­ções que são re­ce­bi­das ao longo do dia, como tex­tos e sím­bo­los, deve ser ana­li­sada, de­co­di­fi­cada e in­ter­pre­tada atra­vés dos co­nhe­ci­men­tos que te­mos do idi­oma em­pre­gado e das con­ven­ções sócio-culturais, como o em­prego de si­nais e co­res para os mais di­ver­sos fins, como as pla­cas de tran­sito, íco­nes na in­for­má­tica, no­tas mu­si­cais, ope­ra­ção de equi­pa­men­tos, etc.

Se fi­zer­mos um es­forço para lem­brar de in­for­ma­ções a qual fi­ca­mos ex­pos­tos du­rante um dia, no­ta­re­mos que pouquís­si­mas re­al­mente per­ma­ne­ce­ram “re­ti­das” em nossa me­mó­ria. En­ten­dendo essa ca­rac­te­rís­tica do ser hu­mano, nesse mo­mento, o pro­fis­si­o­nal de co­mu­ni­ca­ção deve re­fle­tir so­bre o que re­al­mente deve ser tra­ba­lhado em suas men­sa­gens para que elas con­quis­tem um pe­queno “es­paço” na ca­beça das pessoas.

É im­por­tante en­ten­der que nessa “guerra de in­for­ma­ções” os con­su­mi­do­res aca­bam tendo pouco tempo para ana­li­sar toda a co­mu­ni­ca­ção que é di­ri­gida a eles, dei­xando de jul­gar de ma­neira mais apu­rada e, con­seqüen­te­mente, des­car­tando tudo que não lhe des­perta o in­te­resse imediato.

Na pro­pa­ganda, por exem­plo, o grande vo­lume de men­sa­gens que é trans­mi­tido nos mais va­ri­a­dos meios áudio-visuais acaba ge­rando uma si­tu­a­ção onde a ino­va­ção é a fer­ra­menta chave para o su­cesso de uma cam­pa­nha. Para des­per­tar a aten­ção dos con­su­mi­do­res é pre­ciso de­sen­vol­ver sem­pre so­lu­ções di­fe­ren­tes, fu­gindo dos “pa­co­tes” e das mes­mi­ces que es­tão sendo pra­ti­ca­das pelo mer­cado. As­sim, ser cri­a­tivo ao es­cre­ver um belo texto ou de­sen­vol­ver uma peça grá­fica vi­su­al­mente agra­dá­vel pode não ser a me­lhor al­ter­na­tiva para al­can­çar re­sul­ta­dos po­si­ti­vos, já que, às ve­zes, um ar­ti­fí­cio que con­si­de­rado como “es­tra­nho” pode cau­sar mais im­pacto e ga­nhar à aten­ção dos consumidores.

Por­tanto, no mo­mento de ela­bo­rar qual­quer peça de co­mu­ni­ca­ção, seja para pro­pa­ganda ou não, é im­por­tante ava­liar o va­lor de cada in­for­ma­ção, o im­pacto que pode cau­sar, in­de­pen­dente de seu for­mato – tex­tual, vi­sual, so­nora – e não ter re­ceio de des­car­tar as in­for­ma­ções des­ne­ces­sá­rias, uma vez não agre­gam e po­dem sub­trair, já que in­ter­fe­rem como ruído.


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