Todos os dias somos “bombardeados” por uma infinidade de informações que nos chegam através dos cinco sentidos – visão, audição, paladar, tato e olfato. Uma grande parte dessas informações é processada pelo próprio organismo provocando reações automáticas ou que foram adquiridas ao logo de nossa existência. Quando uma fonte luminosa se intensifica em direção aos nossos olhos, gerando um desconforto, o organismo responde que devemos fechar as pálpebras para obstruir a passagem da luz. Ao ouvimos um telefone tocar, nossa atenção é despertada e assimilamos que alguém está tentando fazer contato.
Uma parte das informações que são recebidas ao longo do dia, como textos e símbolos, deve ser analisada, decodificada e interpretada através dos conhecimentos que temos do idioma empregado e das convenções sócio-culturais, como o emprego de sinais e cores para os mais diversos fins, como as placas de transito, ícones na informática, notas musicais, operação de equipamentos, etc.
Se fizermos um esforço para lembrar de informações a qual ficamos expostos durante um dia, notaremos que pouquíssimas realmente permaneceram “retidas” em nossa memória. Entendendo essa característica do ser humano, nesse momento, o profissional de comunicação deve refletir sobre o que realmente deve ser trabalhado em suas mensagens para que elas conquistem um pequeno “espaço” na cabeça das pessoas.
É importante entender que nessa “guerra de informações” os consumidores acabam tendo pouco tempo para analisar toda a comunicação que é dirigida a eles, deixando de julgar de maneira mais apurada e, conseqüentemente, descartando tudo que não lhe desperta o interesse imediato.
Na propaganda, por exemplo, o grande volume de mensagens que é transmitido nos mais variados meios áudio-visuais acaba gerando uma situação onde a inovação é a ferramenta chave para o sucesso de uma campanha. Para despertar a atenção dos consumidores é preciso desenvolver sempre soluções diferentes, fugindo dos “pacotes” e das mesmices que estão sendo praticadas pelo mercado. Assim, ser criativo ao escrever um belo texto ou desenvolver uma peça gráfica visualmente agradável pode não ser a melhor alternativa para alcançar resultados positivos, já que, às vezes, um artifício que considerado como “estranho” pode causar mais impacto e ganhar à atenção dos consumidores.
Portanto, no momento de elaborar qualquer peça de comunicação, seja para propaganda ou não, é importante avaliar o valor de cada informação, o impacto que pode causar, independente de seu formato – textual, visual, sonora – e não ter receio de descartar as informações desnecessárias, uma vez não agregam e podem subtrair, já que interferem como ruído.
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Bruno Gonçalves é profissional de comunicação especialista em comunicação organizacional, propaganda, design gráfico e Internet.






