Visando alcançar destaque na mídia televisiva e conquistar a atenção dos consumidores – e muitas vezes prêmios –, os comerciais costumam apelar para dois artifícios básicos que funcionam como “ingredientes mágicos”: o humor e a sensualidade. De certa forma, podemos dizer que essa característica é quase um “padrão” – até internacional. Está é a minha opinião, mas é muito fácil você concordar comigo. Basta ligar a sua televisão e observar os comerciais para constatar isso.
Entre muitos motivos, isso ocorre porque o temível intervalo, o momento em que a programação – seja ela qual for – é interrompida, pode gerar um grande déficit de atenção nos telespectadores. Consequentemente, se as pessoas não estão interessadas em assistir a TV, o dinheiro que o anunciante investiu acaba sendo desperdiçado. E, como todo anunciante – exigente ou muito exigente – espera obter bons resultados e quer evitar a desgraça, as agências e produtoras de vídeos muitas vezes apostam na “criatividade”, para elaborar roteiros engraçados, e na inserção de “elementos atrativos” – leia belas mulheres –, para garantir repercussão.
Apelo sexual presente em propaganda de papel
Conhecendo muito bem esta receita de sucesso, parece que muitos publicitários acabam optando por seguir o caminho mais fácil para conquistar a aprovação dos anunciantes. Assim, o que antes poderia ser considerado como um roteiro diferenciado, cada dia mais se mostra como um recurso massificado – empacotado. Por mais que nos faça rir ou nos desperte “desejos”, os comerciais do tipo “indivíduo em situação engraçada” ou “gostosa segura produto e sorri”, estão colaborando para estacionar a criatividade, deixando de incentivar as inovações no formato.
Por outro lado, para agências, profissionais de comunicação e anunciantes que adotam uma visão mais inteligente em relação à estratégia de comunicação de produtos e marcas com seus públicos de interesse, a televisão no formato tradicional está deixando de ser atrativa graças à essa falta de mudanças. Por isso há uma grande expectativa com a chegada da TV digital, principalmente em relação à interação com os espectadores. Esse fator também tem sido um dos principais incentivos para os investimentos cada vez maiores em ações na internet e em mídias sociais, já que proporcionam novas experiências e interação com o público.
Com o atual cenário midiático que se transforma diariamente, principalmente pelas ferramentas oferecidas através da internet, e com as inovações da TV digital que são esperadas para um futuro muito próximo, as belas curvas femininas e as gargalhadas poderão deixar de ser o artifício forte para chamar a atenção dos telespectadores.
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3 comentários em:
Risos, mulheres, propaganda
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Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.




Show de bola esse vídeo da copiadora. Ou será do papel? Ou do sapato da mulher? Bom, como não poderia ser diferente eu também não me atentei muito ao produto oferecido neste caso… não acho que essa é uma receita que realmente se aplica em regra.
Ótimo o artigo Brunão.
abs
[]‘s
Esse acaba sendo um problema. Há certas propagandas que se preocupam tanto em ser engraçadas ou sensuais que se esquecem de que a sua função principal é apresentar o produto.
hehehehe… bem por ai…