Discutir o poder que o preço exerce nas operações comerciais é “chover no molhado”. Por mais que atributos físicos ou “imaginários” possam agregar valores para um produto, com ou sem a crise, o preço sempre será um fator muito importante para concretizar ou não uma negociação.
Hoje, o mercado é dominado pelos produtos fabricados em série. Como tal, os consumidores e os distribuidores esperam que todas as unidades possuam as mesmas características físicas. Portanto, a partir do momento que o consumidor decide comprar um determinado produto de uma marca X, fica a cargo dos distribuidores competirem para oferecer as melhores condições de preço e de formas de pagamento, já que, geralmente, os compradores não levam em consideração os serviços agregados à compra.
No caso de produtos similares de marcas concorrentes, independente dos atributos diferenciá-los e a marca exercer a sua força, o preço pesa muito. Por maior que seja a fidelidade ou o hábito do consumidor, a partir do momento que ele percebe que há outro produto ofertado no mercado com características equivalentes, melhor preço e que poderá substituir o item sem prejuízo, dificilmente a troca deixará de acontecer. Esta situação é a mesma vivenciada pelos produtos manufaturados.
Há muitos “marqueteiros” que apontam a qualidade como a principal variável no momento da decisão de compra. E, realmente, este fator é decisivo, desde que o preço seja igual. Todo consumidor atento não perderá a oportunidade de comprar um produto melhor que apresente o preço similar a um produto inferior. Porém, o consumidor pode abrir mão da qualidade se o preço for mais interessante e competitivo.
Conhecendo essa característica de consumo, as grandes indústrias, há muito tempo, dedicam sua força nas inovações para produzir com mais qualidade, em maior volume e menor custo. Seguindo esta lógica, podem oferecer bons produtos a um preço baixo. Portanto, a qualidade está sempre atrelada à capacidade do preço ser atrativo ao mercado.
A baixa qualidade de um produto não o impede de circular se o preço for competitivo e estiver nivelado ao seu padrão. Já o produto que apresenta preço alto terá dificuldade para escoar, independente da qualidade.
Para obter sucesso, todo produto deve ser projetado levando-se em consideração, primeiramente, o preço que os consumidores estão dispostos a pagar e, posteriormente, as características que podem facilitar a sua venda. Assim, é essencial atender à esta condição básica. Caso contrário, a prática de preços equivocados irá diminuir a atração dos consumidores e, certamente, comprometerá as vendas.
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O preço faz a diferença
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Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.



