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O tempo não para

Publicado por Bruno Gonçalves em 2 de julho de 2009 @ 13:05
Tema(s): Reflexão


Nos últi­mos dias te­nho en­fren­tado um sé­rio pro­blema com a es­cas­sez de tempo. Além das ati­vi­da­des pro­fis­si­o­nais que de­sen­volvo, tam­bém co­la­boro como vo­lun­tá­rio para duas en­ti­da­des. Por isso, o tempo li­vre que me resta para fa­zer mi­nhas ati­vi­da­des pes­so­ais é muito va­li­oso – muito mesmo.

Po­rém, com os pou­cos mi­nu­tos que me so­bram a cada dia, aca­bou sendo di­fí­cil en­con­trar uma “ja­nela” para es­cre­ver no blog, algo que faço com muito pra­zer, gra­ças à sa­tis­fa­ção que sinto de po­der ex­pres­sar e re­gis­trar os meus pen­sa­men­tos, e pela va­li­osa opor­tu­ni­dade de com­par­ti­lha­mento de co­nhe­ci­men­tos, idéias e opi­niões que esta fer­ra­menta possibilita.

Li­te­ral­mente, pas­sei em branco, sem fa­lar nada so­bre te­mas in­te­res­san­tes como a sus­pen­são da exi­gên­cia de di­ploma para o exer­cí­cio da pro­fis­são de jor­na­lista, os “epi­só­dios” de agenda set­ting da tra­gé­dia do voo 477 da Air France e agora da morte do rei da Pop Mu­sic Mi­chael Jack­son, ou, até mesmo, o tí­tulo do Co­rinthi­ans de cam­peão da Copa do Brasil.

Sei que atu­al­mente o pro­blema da falta de tempo é cada vez mais co­mum na so­ci­e­dade mo­derna e que não sou o único a enfrentá-​​lo. Na ver­dade, te­nho cons­ci­ên­cia de que mui­tas pes­soas pas­sam por si­tu­a­ções pi­o­res do que a mi­nha e que so­nha­riam com dias que ti­ves­sem 48 ho­ras, ou mais.

Note que não é a pri­meira vez que es­crevo so­bre este as­sunto, mas es­pero que esta seja a última vez – que Deus ouça o meu pedido.

Por mais que exis­tam mui­tas di­cas e li­vros para ge­rir o tempo, or­ga­ni­zar o tra­ba­lho e as ro­ti­nas diá­rias, nor­mal­mente o em­pe­nho que é de­di­cado para bus­car me­lho­rias nesse sen­tido acaba não ge­rando bons fru­tos. Ao me­nos é essa a mi­nha opi­nião. Sem­pre sur­gem inú­me­ros im­pre­vis­tos que aca­bam di­fi­cul­tando muito a vida, prin­ci­pal­mente com fa­to­res ex­ter­nos que são in­con­tro­lá­veis e não de­pen­dem da nossa von­tade. É um carro que­brado, um or­ça­mento er­rado pas­sado por um for­ne­ce­dor, um cli­ente in­de­ciso que gera inú­me­ras mu­dan­ças ou re­tra­ba­lhos, pes­soas que não tem ca­pa­ci­dade ou von­tade de ten­tar re­sol­ver os pro­ble­mas so­zi­nhas – e pe­dem ajuda com frequên­cia –, o Spe­edy um ser­viço de in­ter­net que vive “fora do ar” ou está cons­tan­te­mente ins­tá­vel, o e-​​mail que não é en­vi­ado ou re­ce­bido, en­tre mi­lha­res de ou­tros “pro­ble­mi­nhas” que eu po­de­ria ci­tar aqui.

O tempo re­al­mente é muito, muito va­li­oso. É um “bem” fi­nito, afi­nal de con­tas, to­dos nós sa­be­mos que a nossa vida terá um fim – pelo me­nos nesse mundo –, que cada se­gundo que pas­sou fi­cou per­dido no pas­sado e nunca mais vol­tará. Por isso todo des­per­dí­cio de tempo gera um pre­juízo ir­re­pa­rá­vel, tanto na car­reira pro­fis­si­o­nal como na vida pessoal.

As­sim, para que to­dos evi­tas­sem mais des­per­dí­cio de tempo, cada um de­ve­ria to­mar cons­ci­ên­cia do que é pre­ciso fa­zer para va­lo­ri­zar o seu pró­prio tempo, dedicando-​​se mais para as ati­vi­da­des que pro­por­ci­o­nam sa­tis­fa­ção e cres­ci­mento, e evi­tando aque­las que não tra­zem benefícios.

Por fim, tão im­por­tante quanto essa pos­tura, é res­pei­tar as di­fe­ren­ças de va­lo­res in­di­vi­du­ais. É pre­ciso en­ten­der que cada um tem o di­reito de fa­zer as suas es­co­lhas, ter as suas pre­fe­rên­cias, as suas ne­ces­si­da­des, os seus de­se­jos e fa­zer os jul­ga­men­tos do que acre­dita ser me­lhor ou pior.

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