O futuro dos veículos impressos
A discussão sobre o futuro dos veículos de comunicação impressos – jornais e revistas – está se intensificando a cada dia na blogsfera. Já escrevi sobre esse tema aqui no blog – “Velha mídia, velha” – e, nas últimas semanas, alguns autores de blogs que costumo ler também se manifestaram, como o Carlos Cardoso, do Contraditorium – “Donos de jornais, alegrem-se, a Crise Acabou!” –, e o Ricardo Cavallini, do Coxa Creme – “Conversa fiada” e “Com quantos toques se faz uma revista”.
O que se nota é que ocorre uma convergência de opiniões diante dos resultados mercadológicos que são apresentados pelos grandes veículos e pelas mudanças de comportamento que foram proporcionadas pela internet, pela blogsfera, pelas mídias sociais, pela tecnologia.
É fato que houve uma grande migração de leitores dos veículos impressos para os veículos digitais. Esse momento de transformação dos hábitos de leitura está ocorrendo, entre outros fatores, graças à grande possibilidade de transformação do conteúdo por parte dos leitores – feed back. É notável o potencial de interação promovido pelas ferramentas e veículos de comunicação digital, dispondo aos leitores muitos recursos e facilidades para participar efetivamente do processo de comunicação.
Resumindo: o sucesso de muitos veículos de comunicação digitais é evidente devido o fato de os usuários possuírem grande poder de interagir com o conteúdo. Assim, tomando essa característica como referência, talvez a promoção de mudanças visando gerar mais participação dos leitores seja uma alternativa inteligente para salvar alguns jornais e revistas impressos de seguirem um caminho obscuro.
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3 comentários para “O futuro dos veículos impressos”
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Velha mídia, velha
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Blogueiro tem que ser jornalista?













Falar em tempo é ter que deixar claro o público. E o público que poderia deixar vivo os jornais e as revistas são os jovens. Público acostumado a se virar com o “www.algumacoisaqueeuprecisosaber.com.br”.
Acho difícil essa pessoa tão acostumada com a praticidade da internet, com “googles” e “uols” em mãos migrar para meios como jornal e revista. Sem falar na facilidade de aquisição de computadores portáteis e sem o uso de fios. A qualquer momento o acesso é permitido, sem precisar esperar.
Esse assunto me leva a outro assunto curioso. E o caminho da comunicação? Bruno, estamos entrando na era de agências especializadas (rs). Daqui a pouco você terá que ser publicitário e pós graduado em mecânica, ou varejo... etc...rs.
Daqui para frente, a informação só será consumida através de muita criatividade e exatidão do planejamento que irá te levar diretamente ao público do produto.
OBS: O lance de graduação em mecânica e varejo é só para ironizar... não tira a seriedade do comentário...rs...
Abraço!
os veículos impressos precisam se reinventar. com eles, os jornalistas. reinventar: palavra bonita e necessária - ainda mais num mundo de bits e bytes cada vez mais cruéis.
Olá Bruno.
Essa é uma discussão muito interessante.
O fato é que tudo mudou, tudo vai mudar e continuará sempre mudando.
Abraços.