Velha mídia, velha
Ano a ano, mídias tradicionais – como jornais e revistas – têm perdido leitores e verbas publicitárias para a Internet e para mídias alternativas. Esse não é um fato recente, mas que vem a tona novamente após a divulgação de um balanço do primeiro trimestre de 2009 do grupo New York Times Co, que incluem os resultados do Boston Globe e outros jornais.
Para se ter uma idéia do “buraco”, mesmo com uma redução de 9,5% dos custos, a empresa teve uma perda líquida de US$ 74,5 milhões, que foi alavancada, em boa parte, pela queda de 30% da receita com publicidade. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, a perda de rendimentos totais foi de 18,6%, caindo de US$ 747,9 milhões para US$ 609 milhões.

A queda foi vertiginosa, como mostram os números. Não há dúvidas de que o impacto da crise mundial refletiu no desempenho do grupo New York Times Co – assim como em todos os veículos de imprensa. Porém, a forte migração de leitores e anunciantes para a Internet e outras mídias é real e, certamente, contribuiu com o resultado negativo.
Após a notícia do desempenho do grupo NYT, fica claro, mais uma vez, que para veículos impressos tradicionais sobreviverem à nova realidade do mercado, eles deverão adotar novas abordagens e reformular o conteúdo, estudando novos formatos e alternativas para atrair os leitores – consumidores. Caso contrário, seguindo o “padrão”, certamente as perdas serão agravadas ao longo dos próximos anos e veículos fortes, provavelmente, irão ruir.
Portanto, a velha mídia deverá buscar uma dinâmica de mudanças, como a que ocorre, por exemplo, na Internet, onde os hábitos dos usuários ditam as tendências e as regras. Acredito que, adotando essa postura, jornais e revistas tradicionais poderão escapar de sofrer danos ainda maiores.
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3 comentários para “Velha mídia, velha”
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É inevitável a declinação. Eu que sempre me considerei fanático pelo ritual de ler jornal já não tenho a mesma postura. Se pararmos para pensar não está distante a fase em que qualquer cidadão terá seu computador de mão, e isso implica diretamente na escolha de leitura. Até porque você tem a possibilidade de segmentar o que quer ler entre outros aspectos negativos para o jornal impresso.
Quais os caminhos praticos p/ essa queda de “leitores” e receitas publicitarias nos jornais impressos?
Ja ou vi falar q um novo projeto grafico trouxe grandes resultados p/ varios jornais.
Mas eles tem ainda q mudar linguagem, modelo de relacionamento c/ o publico e c/ anunciantes, repensarem seu foco e status quo.
Terao ainda q capacitar a equipe, do jornalista ao vendedor de espaco publicitario.
Precisam ainda entender de jornalismo cidadao e como aplica-lo corretamente.
Eles estao dispostos a quebrar tantos paradigmas?
Vao enfrentar esse desafio de frente? Talvez aqueles c/ lideres visionarios.
Via BlackBerry
O que o Paulo se refere é isso:
http://307.to/0y
Da uma olhada no vídeo.
Sem dúvida não é uma mudança apenas de tendência futuróloga, os números e as pessoas já estão mostrando isso massivamente, já está impactando no bolso dos “grandões”!
Minha dúvida é se este cenário se aplica também as pessoas de Bauru, em que nível está a nossa sociedade regional?
Falando especificamente de jornal, temos o caso dos cinemas. O público que vai ao cinema está em sua maioria fortemente ligados na web e raramente tem um jornal por perto para ver os horários.
A passo que empresas com espírito off-line, com a velha filosofia nas costas, engravatados e engessados, tentam fazer web mas fazem mal, fazem com a barriga.
É com este propósito e sentimento que nasceu o PipocaAtômica.
http://pipocaatomica.com.br
Segmentado somente para Bauru. Já conhece?
Acho que a web no interior ainda precisa se desenvolver, solidificar e ser ativa, tanto quanto será a mudança de postura dos meio tradicionais se quiserem não morrer afogados com essa onda de zeros e uns da mudança de comportamento e consumo de mídia.
Ótimo post e um ótimo tema, parabéns. \o_