Conto de fadas

sexta-feira, 17 de Abril de 2009 09:16 Etc

Ho­je, as pes­so­as não acre­di­tam em con­tos de fa­das. Vo­cê lembra-​se da­que­las his­tó­ri­as que ou­vía­mos quan­do éra­mos cri­an­ças? His­tó­ri­as que eram re­ple­tas de fan­ta­sia, com en­re­do que sem­pre apre­sen­ta­va o du­e­lo en­tre o bem e o mal. Vo­cê lem­bra que, no fim, o bem sem­pre triun­fa­va?

Pois bem, – co­mo di­ria mi­nha avó –, es­sas his­tó­ri­as exis­tem, bas­ta ape­nas acre­di­tar. Po­rém, na vi­da “re­al”, não há uma be­la prin­ce­sa, nem uma bru­xa mal­va­da. Na ver­da­de, es­ses per­so­na­gens fic­tí­ci­os fo­ram cri­a­dos por pes­so­as sá­bi­as pa­ra que pos­sa­mos se­guir co­mo mo­de­lo e, no mo­men­to cer­to, sa­ber­mos dis­tin­guir quem é a prin­ce­sa e quem é a bru­xa.


Susan Boyle foi protagonista de um dos episódios mais comentados do programa Britain's Got Talent, de Oprah Winfrey

E on­tem fi­quei con­ten­te por co­nhe­cer uma “prin­ce­sa” de con­tos de fa­das. O no­me de­la é Su­san Boy­le, uma es­co­ce­sa de 47 anos que mo­ra num vi­la­re­jo e diz que nun­ca foi bei­ja­da. A his­tó­ria de­la é sur­pre­en­den­te.

Des­co­nhe­ci­da, até mes­mo na pe­que­na ci­da­de on­de mo­ra, Su­san se apre­sen­tou no pro­gra­ma Britain’s Got Ta­lent, de Oprah Win­frey – uma ver­são grin­ga do pro­gra­ma do Raul Gil. Lá, ela de­cla­rou que o seu so­nho é ser can­to­ra pro­fis­si­o­nal. Po­rém, dis­se que nun­ca lhe de­ram uma chan­ce an­tes e que es­pe­ra­va que is­so mu­das­se. As­sim, a sua von­ta­de de can­tar fi­ca­va res­tri­ta ape­nas ao co­ral de sua igre­ja e ao ka­ra­o­kê.

Por­que Su­san não te­ve es­sa chan­ce? Se­rá pre­con­cei­to por ela ser uma pes­soa de vi­da sim­ples? Ou por não ser be­la? Por não ser “exó­ti­ca” ou co­mer­ci­al? Por não se­guir um pa­drão acei­to pe­las pes­so­as? No ví­deo abai­xo, po­de­mos no­tar co­mo foi a ati­tu­de da pla­téia, do apre­sen­ta­dor e dos ju­ra­dos em re­la­ção à Su­san. E sa­be­mos que, no dia-​a-​dia, tam­bém agi­mos des­sa for­ma, sub­jul­gan­do pes­so­as por se­rem di­fe­ren­tes dos mo­de­los que ide­a­li­za­mos. Por­tan­to, de­pois da his­tó­ria o que foi apre­sen­ta­da aqui, acre­di­to que ca­da um nós de­ve re­fle­tir, ti­rar su­as con­clu­sões a res­pei­to de Su­san e a res­pei­to de nós mes­mos.

Acima, vídeo da apresentação de Susan Boyle no programa Britain's Got Talent, que já foi exibido mais de 20 milhões de vezes no Youtube

A his­tó­ria de Su­san Boy­le dei­xa al­gu­mas li­ções pa­ra nós. Li­ções de que nun­ca de­ve­mos per­der a fé e a es­pe­ran­ça, que de­ve­mos sem­pre acre­di­tar que os so­nhos po­dem ser re­a­li­za­dos, por mais di­fí­ceis de pos­sam nos pa­re­cer, e que de­ve­mos acre­di­tar nas pes­so­as, in­de­pen­den­te de sua apa­rên­cia, da for­ma de pen­sar e agir.

, , , ,

Faça seu comentário

Utilize o formulário abaixo ou comente via Facebook.

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seu(s) autor(es). Os comentários poderão ser apagados caso contenham ofensas, mensagens preconceituosas, de ódio ou que estejam em letras maiúsculas. Não há moderação de opinião, independente do posicionamento. O objetivo é favorecer o debate para que o mesmo seja o mais livre possível, dentro de um mínimo de bom senso. Leia as regras.

Confira alguns trabalhos do nosso Portfólio