Arquivos de março de 2009

Eu sou o bom!

sexta-feira, 20 de março de 2009 11:13 2 comentários Etc, Reflexão

Com uma frequên­cia cada vez maior, te­nho no­tado que al­gu­mas pes­soas que acabo co­nhe­cendo no dia a dia, tanto atra­vés do meu tra­ba­lho como em re­la­ções pes­so­ais, têm o pés­simo há­bito de que­rer se va­lo­ri­zar. Essa ati­tude nar­ci­sista, na mai­o­ria dos ca­sos, é be­né­fica ape­nas ao ego do pró­prio in­di­ví­duo – e, mui­tas ve­zes, não é.
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“Otimização” do tempo

quarta-feira, 18 de março de 2009 13:31 1 comentário Etc, Reflexão

otimização
o.ti.mi.za.ção
sf (otimizar+ção) 1 Estat Processo pelo qual se determina o valor ótimo de uma grandeza. 2 por ext Ato ou efeito de otimizar, acepção 2.
Dicionário Michaelis (Versão on-line)

Hoje, mais uma vez, me pe­guei fa­zendo o ho­rá­rio de al­moço em me­nos de 10 mi­nu­tos. Comi pouco, mas esse fa­tor não jus­ti­fica o tempo es­casso que de­di­quei à re­fei­ção. Já ha­via feito o que es­tava agen­dado – de­vi­da­mente agen­dado – para o pe­ríodo da ma­nhã. Ainda houve tempo para aten­der um cli­ente que apa­re­ceu de sur­presa e pre­ci­sava de uns backups.

Nesse mo­mento, o meu único com­pro­misso an­tes de ir ao tra­ba­lho é es­cre­ver um texto para o blog. São 12h07 e te­nho pra­ti­ca­mente uma hora para fi­na­li­zar esse post. O tema que ha­via pen­sado em abor­dar hoje não se­ria este. Po­rém, logo que me vi cor­rendo, com pressa, sem uma ne­ces­si­dade apa­rente, me per­gun­tei: Por­que es­tou fa­zendo isso?
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Jabá bom é jabá na gaveta

segunda-feira, 16 de março de 2009 13:03 2 comentários Jornalismo, Propaganda

O jabá, como é de­no­mi­nado pe­los pro­fis­si­o­nais de co­mu­ni­ca­ção, é um re­curso ado­tado por anun­ci­an­tes para di­vul­gar in­for­ma­ções – nor­mal­mente ten­den­ci­o­sas – so­bre pro­du­tos ou ser­vi­ços, in­se­ri­das no es­paço des­ti­nado ao con­teúdo jor­na­lís­tico, mascarando-​​as como no­tí­cia.
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Pé de frango

sexta-feira, 13 de março de 2009 12:17 2 comentários Reflexão

Em al­guns paí­ses asiá­ti­cos, o pé de frango é con­si­de­rado uma igua­ria. Va­lo­ri­zado, é in­gre­di­ente certo em di­ver­sos pra­tos. Po­rém, aqui no Bra­sil, é um dos cor­tes de aves que os con­su­mi­do­res me­nos se in­te­res­sam. En­tre os fa­to­res que jus­ti­fi­cam o des­prezo pelo pro­duto, es­tão ques­tões cul­tu­rais, gas­tronô­mi­cas e até superstição.

Es­sas ca­rac­te­rís­ti­cas do mer­cado na­ci­o­nal são de­ter­mi­nan­tes para de­fi­nir o seu baixo va­lor de venda. Gra­ças a isso, o termo “pé de frango” aca­bou sendo agre­gado ao vo­ca­bu­lá­rio po­pu­lar – ao me­nos aqui no in­te­rior de São Paulo – como sinô­nimo para coi­sas que tem pouco va­lor ou que não va­lem à pena, sendo usado, in­clu­sive, para de­fi­nir pes­soas. As­sim, não é raro ou­vir al­guém di­zer “pé de frango” para se re­fe­rir so­bre ser­vi­ços mal fei­tos, pro­du­tos de baixa qua­li­dade, pes­soas que não são in­te­res­san­tes, cli­en­tes ruins.
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Cada um no seu quadrado

sábado, 7 de março de 2009 12:15 Comentar Reflexão

Mui­tas pes­soas têm o de­feito de acre­di­tar que o seu um­bigo é o cen­tro do uni­verso. Com pou­cas ex­ce­ções, o in­di­ví­duo que adota essa pos­tura, fre­quen­te­mente, age de forma pre­con­cei­tu­osa em re­la­ção a tudo o que não se­gue a sua ló­gica de pen­sa­mento, não se en­qua­dra nos seus va­lo­res – pes­so­ais, pro­fis­si­o­nais, mo­rais –, não ocorre no seu co­ti­di­ano, ou, pior ainda, não faz parte do seu re­per­tó­rio e ex­pe­ri­ên­cia. As­sim, es­ses fa­to­res, na mai­o­ria dos ca­sos, li­mi­tam esse in­di­ví­duo a ela­bo­rar um jul­ga­mento in­te­li­gente, uma vez que, nor­mal­mente, não dis­põe de co­nhe­ci­men­tos e re­cur­sos para fa­zer ava­li­a­ções co­e­ren­tes e al­can­çar con­clu­sões sensatas.

Pode até pa­re­cer um exa­gero, mas basta ob­ser­var um pouco as pes­soas – e, prin­ci­pal­mente, nós mes­mos – para no­tar que no dia-​​a-​​dia ocor­rem inú­me­ras si­tu­a­ções em que nos de­pa­ra­mos com gente – ou so­mos o pró­prio su­jeito – que age “como se ti­vesse o rei na bar­riga” ou acha que a ver­dade su­prema do mundo está toda den­tro de sua ca­beça. O que esse in­di­ví­duo acre­dita – e de­fende – é “lei”, está certo. O que as ou­tras pes­soas pen­sam e que con­tra­di­zem a sua opi­nião é “crime”, está er­rado.
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