Hora do planeta

sábado, 28 de março de 2009 16:30 1 comentário Etc, Reflexão

Hoje, a par­tir das 20h30, acon­te­cerá a “Hora do pla­neta”, ação pro­mo­vida pela WWF em pro­testo ao aque­ci­mento glo­bal, fruto, prin­ci­pal­mente, da de­gra­da­ção da na­tu­reza pro­mo­vida pe­los ho­mens. Um dos ob­je­ti­vos do mo­vi­mento é con­quis­tar um grande nú­mero de sim­pa­ti­zan­tes para “apoiar” a causa. Por esse e ou­tros mo­ti­vos, o as­sunto está em grande evi­dên­cia nos últi­mos dias, sendo am­pla­mente di­vul­gado e dis­cu­tido nos meios de co­mu­ni­ca­ção, com des­ta­que para a in­ter­net e a blogsfera.

Comercial da campanha da Hora do Planeta

Ape­sar da im­por­tân­cia do tema, a cam­pa­nha não traz gran­des no­vi­da­des. Como ato sim­bó­lico, tem seu “efeito mo­ral” mo­men­tâ­neo. Mas, para mui­tos, serve ape­nas para pro­var, para nós mes­mos, que a de­di­ca­ção da hu­ma­ni­dade em pre­ser­var o mundo é bem me­nor do que re­al­mente de­ve­ria ser. Limitar-​​se a apa­gar uma luz por um pe­queno pe­ríodo de tempo não mu­dará o pla­neta para me­lhor. Po­rém, para al­gu­mas pes­soas, o ato ser­virá como um pre­texto para que elas pos­sam di­zer “fiz mi­nha parte”.

Por ou­tro lado, a mo­bi­li­za­ção pode mos­trar para os go­ver­nan­tes e para as gran­des em­pre­sas po­lui­do­ras – prin­ci­pal­mente as in­dús­trias – que as pes­soas es­tão muito pre­o­cu­pa­das com as con­seqüên­cias do aque­ci­mento glo­bal e, de al­guma forma, de­se­jam que a re­a­li­dade seja mudada.

Agora, basta es­pe­rar a hora che­gar e ver o que re­al­mente acon­te­cerá da­qui para frente. Será que a cons­ci­ên­cia – das pes­soas, das em­pre­sas e dos go­ver­nos – vai mu­dar e a pre­ser­va­ção do pla­neta irá re­ce­ber a de­vida im­por­tân­cia, ou a ação ser­virá ape­nas como foco dos “ho­lo­fo­tes” da im­prensa, “ilu­mi­nando” por pou­cos ins­tan­tes a mente das pes­soas e, de­pois, como já ocor­reu em ou­tras opor­tu­ni­da­des, irá se apa­gar ra­pi­da­mente como um acon­te­ci­mento de pouco valor?

1 comentário em:

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Bru­não, se­guinte:
Acre­dito que es­ta­mos che­gando lá (bem no fundo)…rs. Es­ses dias pa­rei para pen­sar, pri­mei­ra­mente, não sei se a hu­ma­ni­dade está dis­posta a não con­su­mir al­gu­mas pra­ti­ci­da­des, como por exem­plo “água mi­ne­ral en­gar­ra­fada ou pa­rar de tro­car ce­lu­lar de mês em mês”, mi­nha ge­la­deira está cheia de gar­ra­fas de plás­tico para con­ser­var água ge­lada. Aqui em casa a gente faz isso para não jo­gar a gar­rafa em qual­quer lu­gar e apro­vei­tar o pra­zer da água ge­la­di­nha en­quanto te­mos. Sin­ce­ra­mente eu acho pouco e o pior é que a mai­o­ria nem isso faz.
Pouco tempo atrás vi uma re­por­ta­gem as­sus­ta­dora, o meio do oce­ano está ser­vindo de li­xão, mais de dois es­ta­dos de São Paulo cons­ti­tuído de gar­ra­fas e sa­co­las plás­ti­cas en­tre ou­tros “ou­ros” da ci­vi­li­za­ção con­tem­po­râ­nea. No Bra­sil não pa­ram de des­ma­tar, e o pior, se os na­ti­vos da­quela área não fi­ze­rem, aca­bam mor­rendo de fome (fora os le­gal­zão do­nos de ma­dei­reira que com­pram pro­duto ile­gal). Mas aqui ainda dá-​​se des­conto pela falta de ins­tru­ção e co­mu­ni­ca­ção. Agora o pior acon­tece em pai­ses cha­ma­dos de­sen­vol­vi­dos como a Di­na­marca, pura cha­cina de ba­leias e gol­fi­nhos.
Sin­ce­ra­mente, acre­dito que não es­ta­mos nem ai pra coisa, está todo mundo muito pre­gui­çoso, de­va­gar, des­com­pro­me­tido, fin­gi­mos que não é com a gente.
Dias atrás fiz uma mú­sica, me de­pa­rei com nossa re­a­li­dade, como in­tro­du­zir isso nas rá­dios com tanta falta de con­teúdo que se ve por ai. Me senti numa uto­pia, mas acre­dito que con­se­gui, atra­vés de me­tá­fo­ras, ana­lo­gias e mais al­guns re­cur­sos pas­sar o re­cado.
Es­tou fa­zendo isso, usando do “jei­ti­nho” para contribuir.

Dei­xa­rei um tre­cho da mú­sica logo abaixo, acre­dito ser o tre­cho mais di­reto.
“As­sim me sinto um al­qui­mista
Vida eterna a pro­cu­rar
Santo re­mé­dio pra cu­rar os ma­les
E numa pe­dra fi­lo­so­far
Pois eu só quero é que me res­peite
Que en­tenda isso de uma vez
Se não se ver como ferro ou ouro os ho­mens dei­xa­rão de ser…
…ras­gue o seu R.G

Va­leu Brou!

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