Quem procura, acha!

sexta-feira, 27 de Março de 2009 13:45 Jornalismo, Reflexão

O jor­na­lis­ta Da­te­na é fa­mo­so por apre­sen­tar seu pro­gra­ma te­le­vi­si­vo apos­tan­do, ge­ral­men­te, num dis­cur­so ca­rac­te­ri­za­do pe­la re­vol­ta con­tra tu­do e to­dos. Sen­sa­ci­o­na­lis­ta, cos­tu­ma en­fo­car su­as no­tí­ci­as na ex­plo­ra­ção da vi­o­lên­cia ba­nal com o ob­je­ti­vo de ge­rar co­mo­ção po­pu­lar e, lo­gi­ca­men­te, mui­ta au­di­ên­cia.

Per­so­ni­fi­can­do uma pos­tu­ra de “ma­chão”, não se can­sa de cri­ti­car os cri­mi­no­sos e as in­jus­ti­ças so­ci­ais co­mo se ele pró­prio so­fres­se to­das as des­gra­ças que mos­tra na TV. Po­rém, os mé­to­dos que sua equi­pe uti­li­za pa­ra di­vul­gar as in­for­ma­ções aca­bam sen­do dis­cu­tí­veis, prin­ci­pal­men­te levando-​se em con­ta que o ob­je­ti­vo prin­ci­pal do jor­na­lis­mo é trans­mi­tir com cla­re­za as in­for­ma­ções e, de pre­fe­rên­cia, de for­ma im­par­ci­al. As­sim, o pa­pel so­ci­al que de­ve­ria exer­cer co­mo jor­na­lis­ta, aca­ba se per­den­do.


Discussão entre Datena e delegado

Co­mo exem­plo, es­te ví­deo mos­tra uma pas­sa­gem do pro­gra­ma apre­sen­ta­do on­tem. Co­mo se no­ta, não hou­ve be­ne­fí­cio pa­ra o te­les­pec­ta­dor as­sis­tir o apre­sen­ta­dor do pro­gra­ma se de­fron­tan­do com um de­le­ga­do, per­den­do o fo­co da re­por­ta­gem pa­ra de­fen­der seu pon­to de vis­ta pes­so­al. Pa­ra pi­o­rar, ao fi­nal, as in­for­ma­ções apre­sen­ta­das aca­ba­ram não sen­do re­le­van­tes, já que não ti­ve­ram a com­pro­va­ção de uma fon­te con­fiá­vel.

É pre­ci­so, tan­to na te­le­vi­são co­mo em qual­quer área pro­fis­si­o­nal, en­ten­der o seu pa­pel e tra­ba­lhar da me­lhor for­ma pos­sí­vel, acei­tan­do os seus li­mi­tes e com­pe­tên­ci­as e res­pei­tan­do os li­mi­tes e o tra­ba­lho de ou­tras pes­so­as. As­su­mir es­sa pos­tu­ra, sem dú­vi­das, nun­ca faz mal a nin­guém.

Por fim, dei­xo a per­gun­ta: quem vo­cê acre­di­ta ter a ra­zão nes­se ca­so?

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