O jabá, como é denominado pelos profissionais de comunicação, é um recurso adotado por anunciantes para divulgar informações – normalmente tendenciosas – sobre produtos ou serviços, inseridas no espaço destinado ao conteúdo jornalístico, mascarando-as como notícia.
A intenção é clara e objetiva: aproveitar o momento em que o espectador ou leitor está concentrado, buscando informações noticiosas, para transmitir mensagens que, entre outras características, apresentam discursos que valorizam ou defendem uma determinada marca, estimulam o seu consumo, apontam suas “vantagens”, indicam pontos de venda.
Apesar de comum, o jabá é uma prática prejudicial, tanto para a imprensa como para o mercado. Primeiro, porque um programa ou veículo de comunicação sério, com caráter jornalístico, que preza por sua credibilidade, no momento que publica uma notícia sobre um determinado tipo de produto ou serviço, nunca apresenta apenas uma opção para seus espectadores – pelo menos é o que se espera –, ainda mais fazendo discurso em defesa. Caso contrário, o veículo que publica o jabá está aproveitando a “distração” dos espectadores para expor notícias que, na verdade, não são notícias e que tem o objetivo de persuadir, e não de informar. Por outro lado, a marca ou empresa que se apresenta utilizando-se desse artifício, acaba desrespeitando os consumidores e suas preferências, já que o seu objetivo é tentar “empurrar” – goela abaixo – seus produtos ou serviços através de uma estratégia de formação de uma opinião coletiva, aproveitando a “credibilidade” de alguns veículos de comunicação para defender seus interesses.
Para resumir em poucas palavras, o jabá, da forma como é utilizado por muitos anunciantes, através de veículos de comunicação mercenários, é um recurso que fere os consumidores e seus direitos, prejudica o mercado e favorece a concorrência desleal.
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2 comentários em:
Jabá bom é jabá na gaveta
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Pé de frango
Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.




Hummmm… será?!
Preciso pensar mas, acho que depende o caso.
Pense sim. Acredito que você poderá chegar na mesma conclusão que eu.
Eu penso que se um veículo de comunicação é sério, tem fins jornalísticos e sobrevive por ser considerado como um serviço de utilidade pública, logo não há motivos éticos para ele atuar em defesa de indivíduos ou grupos, mas sim em defesa do coletivo.