Em alguns países asiáticos, o pé de frango é considerado uma iguaria. Valorizado, é ingrediente certo em diversos pratos. Porém, aqui no Brasil, é um dos cortes de aves que os consumidores menos se interessam. Entre os fatores que justificam o desprezo pelo produto, estão questões culturais, gastronômicas e até superstição.
Essas características do mercado nacional são determinantes para definir o seu baixo valor de venda. Graças a isso, o termo “pé de frango” acabou sendo agregado ao vocabulário popular – ao menos aqui no interior de São Paulo – como sinônimo para coisas que tem pouco valor ou que não valem à pena, sendo usado, inclusive, para definir pessoas. Assim, não é raro ouvir alguém dizer “pé de frango” para se referir sobre serviços mal feitos, produtos de baixa qualidade, pessoas que não são interessantes, clientes ruins.
Sem muito esforço, qualquer indivíduo consegue realizar um exercício de analogia e classificar muitas coisas – e principalmente pessoas – na sua vida como pé de frango. Por mais que pareça engraçada – e as vezes é mesmo –, a situação de determinar quem é e quem não é pé de frango muitas vezes é necessária. Por exemplo, quando determinamos alguns objetivos em nossas vidas, geralmente precisamos realizar mudanças para concretizá-los. Essas mudanças sempre começam pelo próprio indivíduo, que deve analisar as suas falhas e buscar corrigi-las. Mas, em muitos casos, as mudanças não dependem apenas da vontade do indivíduo, estando condicionadas em outras pessoas que também precisam corrigir seus erros. Porém, essa situação de todos corrigirem as suas falhas nem sempre acontece. Quando o indivíduo chega nesse ponto, ele deverá fazer uma escolha importante: deixar as coisas como estão, abrindo mão de seus objetivos pessoais, persistindo nas falhas e nos relacionamentos que não são benéficos, ou promover mudanças, buscando a prosperidade, abrindo mão dos erros que cometeu no passado – ou que ainda comete – e de pessoas que não estão somando nada em sua vida.
Não há motivos inteligentes para persistir em atitudes e relacionamentos que tragam prejuízos – emocionais, sociais, profissionais, financeiros. O que deve ser tomado como lição é que, em certos momentos da vida, é preciso avaliar e determinar o que – e quem – pode ser considerado como pé de frango. Fazendo isso, ao notarmos que existem situações prejudiciais que podem ser evitadas e pessoas que não valem à pena manter relacionamentos, o melhor a se fazer é, sem medo, descartá-las.
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2 comentários em:
Pé de frango
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então fai um fRaier ou um panfReto pra mim vai...rs
Observe bem um pé de frango e verá que é feio, enrugado e chato.
Como o amigo disse existem muitos indivíduos pés de frango, porém se levarmos na base da sátira veremos que ficará mais agradável a situação, pois quando intitulamos nosso próximo com tal adjetivo, ele provavelmente ficará irado, porém se lhe questionarmos as qualidades do “pé de frango” acima descritas, ele verá que não é muito diferente, logicamente se tiver alguma deficiência anatômica visual, ou seja, se for relamente ridículo!