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Tuitando

Publicado por Bruno Gonçalves em 27 de fevereiro de 2009 @ 13:46
Tema(s): Cibercultura


Sei que vou pro­lon­gar um pouco mais um as­sunto que apre­sen­tei on­tem, mas nos últi­mos dias co­me­cei a ana­li­sar o Twit­ter – prin­ci­pal­mente a ma­neira como eu o uti­li­zava – e me ques­ti­o­nar so­bre suas re­ais qua­li­da­des e fun­ci­o­na­li­da­des como mí­dia so­cial e, tam­bém, como fer­ra­menta de co­mu­ni­ca­ção de massa. Logo cons­ta­tei que esse tipo de re­fle­xão é muito co­mum e está sendo am­pla­mente dis­cu­tida na internet.

En­tre os tex­tos que eu en­con­trei, cha­ma­ram a aten­ção – e re­co­mendo a lei­tura – o de Pa­trí­cio Jú­nior [1], ci­tado no post an­te­rior, e o de Luli Rad­fah­rer [2].

Além de ino­var na forma como de­vem ser com­pos­tas as men­sa­gens – ape­nas tex­tos com no má­ximo 140 ca­rac­te­res –, o Twit­ter tam­bém se di­fe­ren­cia por ser ex­tre­ma­mente sim­ples, com pou­cos re­cur­sos, o que acaba ge­rando di­fe­ren­tes en­ten­di­men­tos – ou de­sen­ten­di­mento – de suas fun­ci­o­na­li­da­des por parte dos usuá­rios. Há “twit­tei­ros pro­fis­si­o­nais”, pro­fis­si­o­nais de co­mu­ni­ca­ção, que já o uti­li­zam como fer­ra­menta para con­quis­tar re­per­cus­são de as­sun­tos dis­tin­tos, pro­mo­vendo a di­vul­ga­ção de mar­cas e pro­du­tos, pes­soas sim­ples que bus­cam o Twit­ter para cons­ti­tuir co­mu­ni­da­des en­tre seus ami­gos vi­sando tro­car men­sa­gens do dia-​​a-​​dia, so­li­tá­rios anô­ni­mos que es­cre­vem men­sa­gens como se fosse um pe­queno ca­derno de ano­ta­ções ou diá­rio, gente cu­ri­osa se­denta por bis­bi­lho­tar a vida alheia, en­tre ou­tros per­fis, até com pes­soas que não tem a mí­nima idéia do que re­al­mente é o Twit­ter – na ver­dade quase nin­guém sabe o que é –, mas que es­tão lá “tui­tando”. Além disso, como não po­de­ria dei­xar de ser, há mui­tos fa­kes (per­fis falsos).

Po­rém, ape­sar das con­tro­vér­sias so­bre o Twit­ter, não me de­sa­nimo de imaginá-​​lo como um re­curso atual e con­creto para efe­tuar a co­mu­ni­ca­ção rá­pida e ob­je­tiva. In­de­pen­dente das pes­soas que o cri­ti­cam, seja por sua “sim­pli­ci­dade” ou, até, por ar­gu­men­tar que pode ser um ins­tru­mento ca­paz de pro­mo­ver ma­ni­pu­la­ção, de­fendo que o seu va­lor não está na fer­ra­menta em si, mas sim na ma­neira como o in­di­ví­duo a uti­liza e se be­ne­fi­cia dela. Fa­zendo uma ana­lo­gia tosca, se­ria como uma bela faca para chur­rasco, ideal para pre­pa­rar, cor­tar e ser­vir um bom al­moço em fa­mí­lia, como tam­bém uma arma mor­tal nas mãos de um psi­co­pata potencial.

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[1] Pa­trí­cio Jú­nior: http://www.patriciojr.com.br/cronica-agora-tambem-no-twitter/

[2] Luli Rad­fah­rer: http://www.luli.com.br/2009/02/20/agenda-setting-20/

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