Sei que vou prolongar um pouco mais um assunto que apresentei ontem, mas nos últimos dias comecei a analisar o Twitter – principalmente a maneira como eu o utilizava – e me questionar sobre suas reais qualidades e funcionalidades como mídia social e, também, como ferramenta de comunicação de massa. Logo constatei que esse tipo de reflexão é muito comum e está sendo amplamente discutida na internet.
Entre os textos que eu encontrei, chamaram a atenção – e recomendo a leitura – o de Patrício Júnior, citado no post anterior, e o de Luli Radfahrer.
Além de inovar na forma como devem ser compostas as mensagens – apenas textos com no máximo 140 caracteres –, o Twitter também se diferencia por ser extremamente simples, com poucos recursos, o que acaba gerando diferentes entendimentos – ou desentendimento – de suas funcionalidades por parte dos usuários. Há “twitteiros profissionais”, profissionais de comunicação, que já o utilizam como ferramenta para conquistar repercussão de assuntos distintos, promovendo a divulgação de marcas e produtos, pessoas simples que buscam o Twitter para constituir comunidades entre seus amigos visando trocar mensagens do dia-a-dia, solitários anônimos que escrevem mensagens como se fosse um pequeno caderno de anotações ou diário, gente curiosa sedenta por bisbilhotar a vida alheia, entre outros perfis, até com pessoas que não tem a mínima idéia do que realmente é o Twitter – na verdade quase ninguém sabe o que é –, mas que estão lá “tuitando”. Além disso, como não poderia deixar de ser, há muitos fakes (perfis falsos).
Porém, apesar das controvérsias sobre o Twitter, não me desanimo de imaginá-lo como um recurso atual e concreto para efetuar a comunicação rápida e objetiva. Independente das pessoas que o criticam, seja por sua “simplicidade” ou, até, por argumentar que pode ser um instrumento capaz de promover manipulação, defendo que o seu valor não está na ferramenta em si, mas sim na maneira como o indivíduo a utiliza e se beneficia dela. Fazendo uma analogia tosca, seria como uma bela faca para churrasco, ideal para preparar, cortar e servir um bom almoço em família, como também uma arma mortal nas mãos de um psicopata potencial.
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Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.



