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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009 12:32 1 comentário Propaganda, Reflexão

Há al­gum tempo atrás, du­rante uma con­versa com um amigo pu­bli­ci­tá­rio, dis­cu­ti­mos so­bre a ma­neira como grande parte dos em­pre­sá­rios – prin­ci­pal­mente os pe­que­nos e mé­dios em­pre­sá­rios – en­cara e tra­ba­lha de forma ama­dora a co­mu­ni­ca­ção e a pro­pa­ganda de suas empresas.

Sem to­mar cons­ci­ên­cia de to­das as va­riá­veis que es­tão en­vol­vi­das nesse tra­ba­lho, é praxe de mui­tos di­ri­gen­tes não de­fi­ni­rem um pla­ne­ja­mento, tanto a curto como a longo prazo, dei­xando de es­ti­pu­lar os ob­je­ti­vos da em­presa – não só de co­mu­ni­ca­ção, como tam­bém de mar­ke­ting, co­mer­cial, etc – e de de­ter­mi­nar me­tas e uma me­to­do­lo­gia para alcançá-​​las.

As­sim, pelo fato de não se dar a de­vida im­por­tân­cia para a co­mu­ni­ca­ção, uma das ca­rac­te­rís­ti­cas que pre­do­mi­nam o mer­cado pu­bli­ci­tá­rio, com maior in­ten­si­dade en­tre as pe­que­nas em­pre­sas que dis­põem de pouca verba para co­mu­ni­ca­ção, é a “au­to­me­di­ca­ção”, sendo ado­tada pe­los em­pre­sá­rios que ten­tam as­su­mir o pa­pel dos pu­bli­ci­tá­rios – e dos de­mais pro­fis­si­o­nais de co­mu­ni­ca­ção – para tra­ba­lhar a ima­gem de suas em­pre­sas junto aos con­su­mi­do­res e, prin­ci­pal­mente, as ven­das atra­vés de promoções.

É claro que so­zi­nho o em­pre­sá­rio, pro­va­vel­mente, não terá co­nhe­ci­mento de to­das as fer­ra­men­tas ne­ces­sá­rias para a con­fec­ção de uma peça de co­mu­ni­ca­ção. Po­rém, como era de se es­pe­rar das leis do mer­cado, onde há uma de­manda sem­pre ha­verá – cedo ou tarde – uma oferta para atendê-​​la. Dessa forma, em qual­quer lu­gar, sem­pre exis­ti­rão pes­soas com pouca ou ne­nhuma qua­li­fi­ca­ção pro­fis­si­o­nal ou edu­ca­ci­o­nal – ou am­bas – que se di­zem “di­za­a­a­a­ai­ners”, “mar­que­te­ros”, “pu­bri­ci­tá­rios”, etc.

Para exem­pli­fi­car, vou ci­tar um “causo” con­tado por ou­tro amigo, tam­bém pu­bli­ci­tá­rio. Ele me disse que es­tava par­ti­ci­pando de um evento quando um se­nhor o cha­mou e per­gun­tou se ele era pu­bli­ci­tá­rio. Ao res­pon­der po­si­ti­va­mente, o se­nhor lhe con­tou que ha­via inau­gu­rado uma loja na ci­dade e que, so­zi­nho, já ti­nha cri­ado o nome da loja e feito o lo­go­tipo e o slo­gan. Ao ou­vir o que o se­nhor ha­via aca­bado de lhe con­tar, meu amigo pu­bli­ci­tá­rio perguntou-​​lhe se o slo­gan que criou foi “Um novo con­ceito em […]”. Sur­preso, o se­nhor res­pon­deu que sim e per­gun­tou “Como você adi­vi­nhou?”. O pu­bli­ci­tá­rio, amigo meu, res­pon­deu que não adi­vi­nhou, mas que se ele ti­vesse er­rado, ar­ris­ca­ria como se­gunda ten­ta­tiva o slo­gan “A me­lhor op­ção em […]”. O se­nhor em­pre­sá­rio disse que tam­bém ha­via pen­sado nessa al­ter­na­tiva. Para en­cer­rar a con­versa, meu amigo lhe fa­lou: “É. O in­crí­vel que to­dos têm es­sas mes­mas idéias”.

Não es­crevi essa ex­pla­na­ção vi­sando su­bes­ti­mar a ca­pa­ci­dade in­te­lec­tual e de cri­a­ção de qual­quer pes­soa, in­dis­tin­ta­mente. O que pre­tendo é con­cluir com a men­sa­gem de que to­das as pes­soas, se­jam em­pre­sá­rios ou não, de­vem pen­sar bem an­tes de re­a­li­zar, por conta pró­pria, um tra­ba­lho de co­mu­ni­ca­ção ao qual não se está ca­pa­ci­tado. Por mais que pa­reça ser um tra­ba­lho sim­ples e que não exige mui­tos co­nhe­ci­men­tos, na re­a­li­dade é pre­ciso ava­liar vá­rias ques­tões téc­ni­cas para que a men­sa­gem ela­bo­rada seja con­cisa, di­reta, in­te­li­gente e que pro­duza os efei­tos es­pe­ra­dos. É mais in­te­li­gente di­re­ci­o­nar e la­pi­dar a ima­gem e re­pu­ta­ção de uma em­presa do que cor­ri­gir os pro­ble­mas que po­dem ser cri­a­dos com efei­tos ne­ga­ti­vos de ações mal pla­ne­ja­das e mal exe­cu­ta­das. A me­lhor op­ção é as­su­mir que é ne­ces­sá­rio con­tar com o apoio de um pro­fis­si­o­nal que possa de­sen­vol­ver o tra­ba­lho com qua­li­dade e bus­cando re­sul­ta­dos concretos.

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Eu co­nheço o tal ra­paz ci­tado como exemplo…rsrsrs…

É isso ai bru­não, vc está cri­ando um novo con­ceito em blog heim…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

abraço, bom texto! como sempre

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