Há algum tempo atrás, durante uma conversa com um amigo publicitário, discutimos sobre a maneira como grande parte dos empresários – principalmente os pequenos e médios empresários – encara e trabalha de forma amadora a comunicação e a propaganda de suas empresas.
Sem tomar consciência de todas as variáveis que estão envolvidas nesse trabalho, é praxe de muitos dirigentes não definirem um planejamento, tanto a curto como a longo prazo, deixando de estipular os objetivos da empresa – não só de comunicação, como também de marketing, comercial, etc – e de determinar metas e uma metodologia para alcançá-las.
Assim, pelo fato de não se dar a devida importância para a comunicação, uma das características que predominam o mercado publicitário, com maior intensidade entre as pequenas empresas que dispõem de pouca verba para comunicação, é a “automedicação”, sendo adotada pelos empresários que tentam assumir o papel dos publicitários – e dos demais profissionais de comunicação – para trabalhar a imagem de suas empresas junto aos consumidores e, principalmente, as vendas através de promoções.
É claro que sozinho o empresário, provavelmente, não terá conhecimento de todas as ferramentas necessárias para a confecção de uma peça de comunicação. Porém, como era de se esperar das leis do mercado, onde há uma demanda sempre haverá – cedo ou tarde – uma oferta para atendê-la. Dessa forma, em qualquer lugar, sempre existirão pessoas com pouca ou nenhuma qualificação profissional ou educacional – ou ambas – que se dizem “dizaaaaainers”, “marqueteros”, “pubricitários”, etc.
Para exemplificar, vou citar um “causo” contado por outro amigo, também publicitário. Ele me disse que estava participando de um evento quando um senhor o chamou e perguntou se ele era publicitário. Ao responder positivamente, o senhor lhe contou que havia inaugurado uma loja na cidade e que, sozinho, já tinha criado o nome da loja e feito o logotipo e o slogan. Ao ouvir o que o senhor havia acabado de lhe contar, meu amigo publicitário perguntou-lhe se o slogan que criou foi “Um novo conceito em [...]”. Surpreso, o senhor respondeu que sim e perguntou “Como você adivinhou?”. O publicitário, amigo meu, respondeu que não adivinhou, mas que se ele tivesse errado, arriscaria como segunda tentativa o slogan “A melhor opção em [...]”. O senhor empresário disse que também havia pensado nessa alternativa. Para encerrar a conversa, meu amigo lhe falou: “É. O incrível que todos têm essas mesmas idéias”.
Não escrevi essa explanação visando subestimar a capacidade intelectual e de criação de qualquer pessoa, indistintamente. O que pretendo é concluir com a mensagem de que todas as pessoas, sejam empresários ou não, devem pensar bem antes de realizar, por conta própria, um trabalho de comunicação ao qual não se está capacitado. Por mais que pareça ser um trabalho simples e que não exige muitos conhecimentos, na realidade é preciso avaliar várias questões técnicas para que a mensagem elaborada seja concisa, direta, inteligente e que produza os efeitos esperados. É mais inteligente direcionar e lapidar a imagem e reputação de uma empresa do que corrigir os problemas que podem ser criados com efeitos negativos de ações mal planejadas e mal executadas. A melhor opção é assumir que é necessário contar com o apoio de um profissional que possa desenvolver o trabalho com qualidade e buscando resultados concretos.
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Comunicação a preço de banana






Eu conheço o tal rapaz citado como exemplo...rsrsrs...
É isso ai brunão, vc está criando um novo conceito em blog heim...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
abraço, bom texto! como sempre