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Especialista em tudo

Publicado por Bruno Gonçalves em 16 de dezembro de 2008 @ 12:56
Tema(s): Etc, Reflexão


To­dos sa­bem que tra­ba­lhar como autô­nomo têm prós e con­tras. Sem­pre con­verso com ami­gos so­bre as ques­tões que en­vol­vem o tra­ba­lho so­li­tá­rio. Nes­ses de­ba­tes, as van­ta­gens em re­la­ção à fle­xi­bi­li­dade de ho­rá­rio e a au­sên­cia de pa­trão aca­bam sendo va­lo­ri­za­das por to­dos. Por ou­tro lado, a ins­ta­bi­li­dade fi­nan­ceira e a cor­re­ria do dia-​​a-​​dia são al­guns dos itens mais lem­bra­dos no mo­mento de se quei­xar das dificuldades.

Dei­xando es­sas ques­tões de lado e pen­sando no as­pecto do apren­di­zado, uma das ex­pe­ri­ên­cias mais ri­cas que o pro­fis­si­o­nal li­be­ral vi­ven­cia é a ne­ces­si­dade de ter que apren­der a fa­zer de tudo um pouco, uma vez que não conta, em boa parte do tempo, com ou­tras pes­soas ou pro­fis­si­o­nais para lhes au­xi­liar. As­sim, o pro­fis­si­o­nal acaba ad­qui­rindo ex­pe­ri­ên­cias em di­ver­sas áreas, am­pli­ando seus conhecimentos.

Para ilus­trar a si­tu­a­ção vou re­la­tar um pouco o meu caso. Pro­fis­si­o­nal de co­mu­ni­ca­ção, sou pu­bli­ci­tá­rio es­pe­ci­a­li­zado em mar­ke­ting e co­mu­ni­ca­ção or­ga­ni­za­ci­o­nal. Ar­tista grá­fico au­to­di­data, tra­ba­lho na área desde os 17 anos. An­tes disso, fui téc­nico de pro­ces­sa­mento de da­dos e atuei como pro­gra­ma­dor. Tam­bém tra­ba­lhei como di­a­gra­ma­dor em jor­nais e re­vis­tas, com pla­ne­ja­mento, aten­di­mento e cri­a­ção em agên­cias de pu­bli­ci­dade. Hoje, atu­ando como pro­fis­si­o­nal li­be­ral, to­dos es­ses co­nhe­ci­men­tos e ex­pe­ri­ên­cias con­tri­buem para o le­que de ser­vi­ços que ofereço.

Mas, além disso, pelo fato de atuar so­zi­nho, acabo me en­vol­vendo com ou­tras ques­tões que fa­zem parte do meu tra­ba­lho, como, por exem­plo, a área con­tá­bil e a le­gis­la­ção para ela­bo­rar con­tra­tos. Por força da ne­ces­si­dade, tam­bém fui obri­gado a en­ten­der de in­for­má­tica já que o com­pu­ta­dor é fer­ra­menta es­sen­cial nos dias de hoje. Em mui­tas si­tu­a­ções que tive pro­ble­mas com equi­pa­men­tos não con­se­gui con­tar o au­xí­lio ime­di­ato de um téc­nico para a re­so­lu­ção do mesmo. As­sim, como pra­ti­ca­mente to­dos os tra­ba­lhos têm pra­zos re­la­ti­va­mente cur­tos para o seu de­sen­vol­vi­mento, para evi­tar gran­des atra­sos, em vá­rios ca­sos, foi ne­ces­sá­rio co­lo­car a mão na massa para sa­nar pro­ble­mas sim­ples em com­pu­ta­do­res, im­pres­sora, co­ne­xão de in­ter­net, en­tre outros.

Hoje, com toda essa vi­vên­cia, já não vejo tan­tas di­fi­cul­da­des em de­ter­mi­na­das si­tu­a­ções que há al­gum tempo atrás po­de­ria con­si­de­rar como gran­des obs­tá­cu­los. O fato de você es­tar so­zi­nho serve de mo­ti­va­ção para bus­car, por si, so­lu­ções para to­dos os problemas.

Nas dú­vi­das e pro­ble­mas que sur­gem, onde an­te­ri­or­mente era cô­modo pe­dir ori­en­ta­ção para ou­tras pes­soas, o exer­cí­cio de auto-​​análise torna-​​se freqüente. Dessa forma, o pro­fis­si­o­nal li­be­ral, autô­nomo e so­li­tá­rio, tende a ado­tar uma pos­tura de auto-​​suficiência, bus­cando so­lu­ções para tudo e as­su­mindo a fi­lo­so­fia de tra­ba­lho “faça você mesmo”.

Nesse mundo mo­derno, onde mui­tas pes­soas es­tão acos­tu­ma­das a fa­zer ape­nas um pe­queno tra­ba­lho den­tro de uma li­nha de pro­du­ção in­dus­trial ou de exe­cu­tar ape­nas uma ta­refa en­tre as di­ver­sas ro­ti­nas exis­ten­tes nas em­pre­sas, li­mi­tando aos de­ve­res de sua fun­ção, o pro­fis­si­o­nal que tem am­plos co­nhe­ci­men­tos de tudo o que está en­vol­vido com o seu tra­ba­lho, tem uma vi­são glo­bal e con­se­gue ana­li­sar as si­tu­a­ções de forma di­fe­ren­ci­ada, en­xer­gando pe­que­nos de­ta­lhes que, ge­ral­mente, pas­sam des­per­ce­bi­dos pe­los olhos “especializados”.

Por­tanto, é er­rado pen­sar que ser um pro­fis­si­o­nal al­ta­mente es­pe­ci­a­li­zado em de­ter­mi­nada área é um grande di­fe­ren­cial e que isso con­tará ape­nas pon­tos po­si­ti­vos a seu fa­vor. Pense que, a par­tir do mo­mento em que os co­nhe­ci­men­tos se es­trei­tam, junto como eles se es­trei­tam tam­bém as opor­tu­ni­da­des. Com me­nos opor­tu­ni­da­des, há me­nos chan­ces de se pros­pe­rar. Ser “es­pe­ci­a­lista em tudo” – tudo o que diz res­peito a sua área – é uma grande van­ta­gem, tanto para am­pliar as opor­tu­ni­da­des de tra­ba­lho que vão sur­gir, as ex­pe­ri­ên­cias e co­nhe­ci­men­tos que irá ad­qui­rir, como, tam­bém, para pros­pe­rar pro­fis­si­o­nal­mente e pessoalmente.

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Comentário(s) para "Especialista em tudo"

#1 - Comentário de Már­cio Giorgetto em 16 de dezembro de 2008 @ 13:14

rsrsrs… Ve­nha para o mundo de autô­no­mos… hahahaha

To nessa… hahaha

#2 - Comentário de Vi­ni­cius H Castro em 22 de dezembro de 2008 @ 14:58

Con­cordo com você Brunão!

Tam­bém com­par­ti­lho disso… rs


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