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A mídia podre

Publicado por Bruno Gonçalves em 6 de novembro de 2008 @ 18:03
Tema(s): Comunicação, Reflexão


Em todo o mundo ocorre uma in­tensa dis­cus­são so­bre as in­fluên­cias que são pro­por­ci­o­na­das pela mí­dia te­le­vi­siva na for­ma­ção da per­so­na­li­dade das pes­soas. Esse de­bate é ali­men­tado pelo bom­bar­deio de pro­gra­mas de baixa qua­li­dade in­for­ma­tiva, cul­tu­ral e edu­ca­ci­o­nal ao qual nós, te­les­pec­ta­do­res, te­mos acesso e aca­ba­mos sendo expostos.

A televisão é como a invenção dos sanitários dentro de casa. Ela não mudou os hábitos das pessoas. Ela apenas as manteve dentro da casa.
Alfred Hitchcock

Apresentadora Carla Perez: i de "iscola"

Po­de­mos no­tar que, pra­ti­ca­mente, ine­xiste um con­trole real por parte dos órgãos com­pe­ten­tes so­bre o con­teúdo vei­cu­lado pe­las emis­so­ras. As­sim, ape­sar de sa­ber­mos que os di­rei­tos para que um ca­nal de TV en­tre em ope­ra­ção são con­ce­di­dos pelo go­verno “com a fi­na­li­dade de pro­mo­ver a cul­tura e a edu­ca­ção”, no­ta­mos que mui­tos pro­gra­mas te­le­vi­si­vos têm seus con­teú­dos re­la­ci­o­na­dos à vi­o­lên­cia, a di­ver­gên­cia so­cial, a ape­los se­xu­ais e as dro­gas. E, no atual ce­ná­rio, per­ce­be­mos que, a cada dia, o vo­lume tem sido am­pli­ado, não ha­vendo bom-​​senso das emis­so­ras em pre­ser­var seus te­les­pec­ta­do­res – que são os seus ver­da­dei­ros cli­en­tes –, que aca­bam sendo “vi­ti­ma­dos” com toda essa vul­ga­ri­za­ção de valores.

Sabrina Sato leva picada de escorpião em quadro do programa Pânico na TV

Ape­sar das pes­soas te­rem o “po­der” e as con­di­ções para es­co­lher o que que­rem ou não as­sis­tir, se fi­zer­mos uma com­pa­ra­ção en­tre os pro­gra­mas que es­tão sendo trans­mi­ti­dos em vá­rios ca­nais em de­ter­mi­na­dos ho­rá­rios, cons­ta­ta­re­mos que os te­les­pec­ta­do­res aca­bam en­fren­tando um grande di­lema, en­con­trando pouquís­si­mas – e ra­ras – op­ções que re­al­mente con­tri­buem com con­teú­dos be­né­fi­cos e de qualidade.

Co­nhe­cendo essa re­a­li­dade, mui­tas pes­soas que tem me­lho­res con­di­ções de acesso à in­for­ma­ção por ou­tros meios, como jor­nais, re­vis­tas e in­ter­net, em mui­tos ca­sos, aca­bam co­lo­cando a te­le­vi­são em se­gundo plano – ou, até mesmo, excluindo-​​a como fonte de in­for­ma­ção. E, sem dú­vi­das, essa pos­tura tem sido ado­tada por mui­tos te­les­pec­ta­do­res de­vido a essa ca­rac­te­rís­tica atual das emis­so­ras de se­rem porta-​​vozes da de­sin­for­ma­ção, abrindo cada vez mais es­paço em sua grade de pro­gra­ma­ção para con­teú­dos de baixa qua­li­dade e ofe­re­cendo mí­ni­mas op­ções de pro­gra­mas que re­al­mente con­tri­buem para a va­lo­ri­za­ção da edu­ca­ção e da for­ma­ção de ci­da­dãos cons­ci­en­tes e bem informados.

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Comentário(s) para "A mídia podre"

#1 - Comentário de Már­cio Giorgetto em 7 de novembro de 2008 @ 9:19

É isso ai bru­não! A carla “da bunda” pas­sou muito tempo na frente da TV e não teve tempo de es­tu­dar para as pro­vas de por­tu­guês! kakakaakkaa…

Se ela co­nhe­cesse Car­li­tos, ia ter a grande ideia de fa­zer um pro­grama de TV sem voz. Se­ria me­nos pior! rs

Abraço


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