As vitórias alcançadas por uma empresa estão atreladas ao compromisso de seus funcionários. São essas pessoas que pensam pela empresa, que projetam objetivos para o futuro, que tem idéias inovadoras, que se esforçam para que os produtos tenham sempre qualidade, que lutam para conquistar novos mercados, que ouvem e buscam atender as necessidades e desejos dos clientes, que enfrentam a concorrência, que se orgulham da empresa em que trabalham. São os funcionários que, de forma verdadeira, contribuem para o sucesso do negócio e da marca no mercado.
É fundamental respeitar essas pessoas e seus objetivos dentro da organização, reconhecer o empenho em busca de resultados positivos, entender suas limitações, valorizar os trabalhos realizados. Essa filosofia, quando implantada, contribui para que haja uma somatória de forças que ajudarão a empresa a seguir o caminho do crescimento.
Porém, apesar dos pontos citados, ainda hoje há muitos empresários e diretores que ignoram essa verdade e tem uma visão “pré-histórica” em relação aos colaboradores. Fazendo uma análise fria da situação, podemos notar que muitos tratam o “capital humano”, que deveria ser valorizado como um dos principais patrimônios da empresa, como simples insumo de produção, uma vez que vêem as pessoas apenas como números, “peças” substituíveis e sem valor. Essa filosofia de gestão arcaica colabora para a formação de uma péssima cultura organizacional, na qual os funcionários acabam criando antipatia pelos membros da diretoria, pelos acionistas ou proprietários e, pior, pela própria marca. Uma vez criada uma barreira entre quem dirige o negócio e quem põe a “mão na massa”, torna-se complicado desenvolver melhorias dentro da organização.
Além disso, em muitos casos, a situação é ainda mais crítica. Além da postura “senzalista”, as conquistas acabam divididas de forma injusta. Imagine que, como exemplo fictício, o departamento comercial de uma empresa conquiste um incremento significativo com vendas de grandes volumes. Conseqüentemente, todos os processos subseqüentes, como a produção dos produtos, a logística e distribuição, o gerenciamento dos estoques, as compras de insumos, a escala de funcionários, entre outras questões, precisarão ser modificadas para atender a essa nova demanda. Ao final do processo, com as vendas concluídas com sucesso, é organizada uma festa para comemorar o feito realizado. Porém, todos aqueles funcionários e departamentos que foram envolvidos no processo, que batalharam para dar conta do recado, acabam esquecidos. Somente a diretoria e os membros do departamento comercial participam da “festança” e, ainda por cima, recebem homenagens e bonificações.
Assim, ao menosprezar o empenho da equipe, praticando essa subtração nos resultados conquistados, quem perde é a própria empresa. A partir do momento em que for adotada uma postura na qual as conquistas são divididas com todas as pessoas envolvidas, quem ganha é a organização, que multiplicará as possibilidades de um futuro mais próspero.
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