A apuração dos votos das eleições municipais apresentou quais serão os próximos governantes e parlamentares em grande parte dos municípios brasileiros. Apesar disso, muitas capitais e grandes cidades ainda passarão pelo segundo turno para definirem quais serão seus próximos prefeitos.
Uma constatação que foi importante e pode servir de termômetro para avaliar a falta de credibilidade dos candidatos junto aos eleitores foi o grande índice de votos brancos e nulos – além das abstenções. Aqui em Bauru, onde ocorrerá o segundo turno, a somatória desses três fatores poderia contabilizar 55.584 votos, número que fica próximo ao volume conquistado pelo segundo colocado na disputa para prefeito, que alcançou 57.431.
Outra questão que atesta a insatisfação do eleitorado bauruense é a mudança dos vereadores escolhidos para atuar na Câmara Municipal. Dos 15 atuais vereadores que compõem o legislativo, apenas três conseguiram se reeleger, mesmo com a abertura de mais uma cadeira devido ao crescimento populacional, totalizando assim 16 vereadores eleitos.
Em todo o Brasil podemos notar que os eleitores querem mudanças, ações reais que promovam resultados positivos. Estão cansados de discurso demagógico e de verborragia. Além disso, estão atentos ao trabalho – ou falta dele – que os prefeitos e vereadores estão realizando, já que o papel deles é fazer o melhor trabalho para atender as necessidades da sociedade. E cobram por isso. Afinal, nessa relação, quem deve comandar são os eleitores, e não os eleitos.
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Bruno Gonçalves, profissional de comunicação, especialista em comunicação organizacional, propaganda e design gráfico.



