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Como é de costume

Publicado por Bruno Gonçalves em 27 de agosto de 2008 @ 16:18
Tema(s): Propaganda,Reflexão


As pro­pa­gan­das de cam­pa­nhas elei­to­rais sem­pre fo­ram muito ir­ri­tan­tes – e ruins. Além da enorme falta de cri­a­ti­vi­dade, ca­rac­te­rís­tica mar­cante de­vido à mai­o­ria dos can­di­da­tos não con­tar com a ori­en­ta­ção de pro­fis­si­o­nais de co­mu­ni­ca­ção, as pes­soas so­frem ainda com as for­mas uti­li­za­das para a di­vul­ga­ção das men­sa­gens dos candidatos.

A Jus­tiça Elei­to­ral ten­tou me­lho­rar a si­tu­a­ção, pra­ti­ca­mente ve­tando al­guns for­ma­tos de pro­pa­ganda como o out­door ao li­mi­tar o ta­ma­nho de pla­cas. As­sim, os can­di­da­tos bus­ca­ram al­ter­na­ti­vas para não per­der im­pacto na cam­pa­nha, como a ade­si­va­ção de car­ros, que se tor­nou uma mí­dia am­bu­lante. Além disso, ou­tra so­lu­ção para dri­blar o “pro­blema” do out­door foi au­men­tar o nú­mero de mu­ros pin­ta­dos e de pla­cas es­pa­lha­das pela ci­dade. Com isso, a de­ter­mi­na­ção des­sas res­tri­ções aca­bou au­men­tando a po­lui­ção vi­sual em mui­tas ci­da­des ao in­vés de diminuí-la.

Para “aju­dar”, acre­dito que não há res­tri­ções para os car­ros de som. E se hou­ver al­guma lei mu­ni­ci­pal para proi­bir esse tipo de pro­pa­ganda, ela se torna in­vá­lida uma vez que não pode sobrepor-se a uma lei fe­de­ral. Ou seja, não será nes­sas elei­ções que va­mos fi­car li­vres de desse ar­ti­fí­cio mal-educado. Por­tanto, o dia todo – e boa parte da noite – es­ta­mos ex­pos­tos aque­las mú­si­cas ir­ri­tan­tes que, em boa parte, são plá­gios des­ca­ra­dos de mú­si­cas fa­mo­sas. O pior é que, di­fe­rente das pla­cas que ve­mos nas ruas, mas não so­mos obri­ga­dos a ler, no caso dos car­ros de som, ge­ral­mente, não te­mos como es­ca­par de ou­vir as “lin­das” mu­si­que­tas de­vido ao vo­lume ex­ces­si­va­mente alto que são veiculadas.

E as­sim, como é de cos­tume, o povo bra­si­leiro elei­tor so­fre pela falta de co­e­rên­cia das re­gras para as cam­pa­nhas elei­to­rais, que abrem bre­chas para os ex­ces­sos que são co­me­ti­dos por mui­tos candidatos.


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